De que modo o conflito no leste europeu influencia no bolso do brasileiro

O ano de 2022 ainda traz reflexos dos efeitos econômicos causados pela pandemia da covid-19. De acordo com os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de janeiro a dezembro de 2021, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) atingiu 10,06%, a maior alta em seis anos. Os números ainda retratam um cenário de instabilidade para o Brasil, e um novo agravante surgiu para fragilizar ainda mais a economia – a guerra no leste europeu. 

O Brasil não é o único que já enfrentava problemas com a alta dos preços de bens de consumo: outras grandes economias mundiais também sofreram os impactos da inflação. Os Estados Unidos tiveram a maior alta dos preços em 2021 em quase 40 anos, segundo o levantamento do Centro de Análises Econômicas dos EUA. Foi uma combinação de fatores que agravou essa situação em escala global, desde quebras nas cadeias de produção, intervenções geopolíticas até crise hidrelétrica. 

Ainda em um cenário de desequilíbrio econômico gerado pela pandemia, o conflito entre Rússia e Ucrânia – que já sinalizava há um bom tempo uma iminente guerra que, de fato, se consolidou – preocupa a economia global. A elevação das commodities é uma das consequências mais óbvias deste conflito armado, uma vez que a Rússia é considerada uma das maiores produtoras e exportadoras de petróleo e trigo para o resto do mundo. O preço do combustível e as idas ao supermercado, que já eram inimigos do bolso brasileiro, devem continuar sendo alvos de reajustes. A previsão é que os preços da gasolina – grande vilão inflacionário brasileiro em 2021 – continue a subir e alguns alimentos também.

Diante desta situação, mais uma vez, o brasileiro vai precisar enxergar esta nova realidade com uma perspectiva de resiliência e oportunidade de rever alguns hábitos financeiros. Assim, alguns pontos para enfrentar este momento requer atenção dos consumidores – despesas automáticas, gastos com energia e custos desnecessários. Até a inflação desacelerar, procurar promoções e descontos, evitar compras supérfluas, investir em aplicações rentáveis e monitorar as finanças podem ser a saída para proteger o orçamento. O que muitas pessoas ainda fazem é ignorar a inflação, mas ela atinge de forma diferente dependendo da faixa de renda de cada um e para isso é importante saber qual o destino do seu dinheiro.

⚠️ ACESSO EXCLUSIVO
Você está perdendo conteúdos exclusivos
Acesso sem anúncios + conteúdos especiais e privados.
R$4,90
Teste por 30 dias • depois R$9,90/mês
LIBERAR MEU ACESSO AGORA
✔ Cancelamento fácil • Sem compromisso

O cenário econômico brasileiro ainda enfrentará períodos de turbulência, ainda mais com a corrida eleitoral se aproximando. E mais uma vez o brasileiro – que não tem mais fôlego para ser resiliente – precisará continuar revendo gastos, reorganizando prioridades e esperar a turbulência passar. 

Por Alberto André, cofundador e CEO do Plusdin, fintech de indicadores de serviços financeiros que recomenda produtos exclusivamente de acordo com as necessidades de cada cliente.

Leonardo Grandchamp

Postagens recentes

Receita publica editais com novos prazos para negociação de dívidas tributárias

Editais oferecem descontos e parcelamentos para débitos em contencioso administrativo. As adesões vão até 30…

17 minutos atrás

Publicada a versão 6.1.0 do programa EFD ICMS IPI

Essa obrigação acessória busca promover a integração dos fiscos federal, estaduais e do Distrito Federal

22 minutos atrás

Comitê da NFS-e prorroga prazo de adequação e publica novos ajustes no DANFSE

Contribuintes ganham prazo para se adaptarem às novas regras do documento fiscal eletrônico.

16 horas atrás

Banco Central abre nova rodada de saques de R$ 6,2 bilhões esquecidos

Governo alerta para golpes e reforça que consulta e resgaste são gratuitos e feitos apenas…

17 horas atrás

O Raio-X do Fisco: Quanto o Campeão da Copa do Mundo vai deixar em impostos?

Para além das medalhas e da icônica taça, o título da Copa do Mundo de…

18 horas atrás

Saiba como a taxa mensal do MEI garante certos benefícios do INSS

Com investimento baixo, microempreendedor individual tem acesso à rede de proteção social do governo.

19 horas atrás