Dólar abre em baixa após inflação de novembro subir abaixo do esperado

Nesta terça-feira (12), o dólar iniciou o dia em queda, com os investidores começando a analisar os dados mais recentes da inflação no Brasil. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que, em novembro, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou uma alta de 0,28%.

Apesar de representar um ligeiro aumento em comparação com a inflação de outubro, quando o indicador subiu 0,24%, o resultado ficou aquém das expectativas do mercado. Esses números fortalecem a perspectiva de que o Comitê de Política Monetária (Copom), que se reunirá amanhã, deverá efetuar mais um corte na Selic, a taxa básica de juros, atualmente em 12,25% ao ano.

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Além disso, os investidores estão aguardando a divulgação da inflação de novembro nos Estados Unidos. Esse será o dado mais recente sobre a inflação antes da reunião do Federal Reserve (Fed), o banco central americano, marcada também para esta quarta-feira, que determinará o direcionamento das taxas de juros no país.

Dólar

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Por volta das 09h20, o dólar apresentava uma queda de 0,16%, sendo cotado a R$ 4,9289. Consulte outras cotações.

Na sessão anterior, a moeda norte-americana encerrou com uma elevação de 0,42%, sendo negociada a R$ 4,9295. Com esse desempenho, passou a acumular:

Um aumento de 0,15% ao longo da semana;
Uma valorização de 0,44% no mês;
Uma queda de 6,46% no acumulado do ano.

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Ibovespa

O Ibovespa registrou uma queda de 0,14%, atingindo os 126.916 pontos, alcançando uma mínima de 126.526 pontos durante o dia.

Na sessão anterior, o índice encerrou com uma redução de 0,14%, atingindo os 126.916 pontos. Com esse desempenho, acumulou:

Uma diminuição de 0,14% ao longo da semana;
Uma retração de 0,33% no mês;
Ganhos de 15,66% no acumulado do ano.

O que está mexendo com os mercados?

Nos meios financeiros, o destaque do dia recai, primordialmente, sobre os indicadores de inflação.

No contexto brasileiro, a elevação de 0,28% no IPCA em novembro ficou aquém da projeção de 0,30% estipulada pelo mercado. No acumulado dos últimos 12 meses, a inflação atingiu um aumento de 4,68%, enquanto, até o momento de 2023, já registra um avanço de 4,04%. Tais resultados ampliam as perspectivas de que a inflação encerrará o ano dentro da meta estabelecida pelo Banco Central do Brasil (BC), situada em 3,25%, com uma oscilação possível entre 1,75% e 4,75%.

No mês de novembro, o IPCA foi influenciado principalmente pelo setor de Alimentação e Bebidas, que teve um acréscimo de 0,63%, seguido por aumentos expressivos também observados em Despesas Pessoais (0,58%), Habitação (0,48%) e Transportes (0,27%).

Esse é o dado mais recente sobre inflação a ser divulgado antes da última reunião do ano do Comitê de Política Monetária (Copom). A percepção predominante no mercado é que o Copom deverá efetuar um novo corte de 0,5 ponto percentual na taxa Selic, levando-a ao nível de 11,75% ao ano.

Posteriormente, será divulgado o Índice de Preços ao Consumidor (CPI, em inglês) dos Estados Unidos, o que, de maneira semelhante ao Brasil, representa o último indicador antes da reunião do Federal Reserve (Fed).

A inflação anual da maior economia do mundo está em 3,2%, em contraste com a meta de 2% estabelecida pelo Fed. Apesar de ainda estar acima do desejado pela instituição, investidores e especialistas começaram a antever uma política monetária um tanto mais amena nos meses vindouros.

A expectativa é de que o Fed mantenha suas taxas de juros, atualmente situadas entre 5,25% e 5,50% ao ano, inalteradas na última decisão de 2023 e nas primeiras reuniões do próximo ano. A previsão é que o início de um ciclo de redução nas taxas de juros ocorra a partir do segundo trimestre do próximo ano.

Leonardo Grandchamp

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