Dólar inicia em Baixa e Investidores aguardam dados de Inflação

Em meio a um cenário de leve baixa do dólar nesta quarta-feira (10), os investidores permanecem em compasso de espera, aguardando dados cruciais de inflação nos Estados Unidos e no Brasil, que serão divulgados a partir de quinta-feira (11). Sem notícias impactantes, a moeda americana se ajusta após a alta de 0,74% registrada na terça-feira.

O vice-presidente do Banco Central Europeu (BCE), Luis de Guindos, trouxe uma perspectiva menos otimista para a zona do euro, mencionando que as projeções econômicas estão inclinadas para baixo. Especula-se até mesmo sobre a possibilidade de a região ter entrado em recessão técnica no segundo semestre de 2023. Guindos destacou que o rápido ritmo de desinflação observado em 2023 pode desacelerar neste ano.

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No Brasil, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou a disponibilidade de mais R$ 3 bilhões para operações de crédito no âmbito do Plano Safra 2023/24. Esse novo aporte eleva os recursos totais disponíveis nos diferentes Programas Agropecuários do Governo Federal para R$ 8,5 bilhões, com prazo de utilização até junho de 2024.

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No mercado cambial às 9h41, o dólar à vista era cotado a R$ 4,8948, apresentando uma baixa de 0,23%. O dólar futuro para fevereiro também registrava uma queda de 0,22%, situando-se em R$ 4,9080. O Dollar Index (DXY), que mede a variação do dólar em relação a seis moedas fortes, apresentava uma leve baixa de 0,09%, totalizando 102,482 pontos.

No contexto internacional, as preocupações sobre a política monetária dos Estados Unidos continuam a influenciar as movimentações do dólar, mantendo os investidores atentos. As expectativas do mercado giram em torno dos dados de inflação, como o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) nos EUA, cujos resultados podem impactar as decisões do Federal Reserve.

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O mercado brasileiro aguarda também a divulgação do IPCA de dezembro, e a expectativa é que esses indicadores influenciem a trajetória do dólar em relação ao real. A atual fase de baixa liquidez, agenda econômica esvaziada e recesso político têm levado as operações comerciais a desempenharem um papel relevante na definição dos preços.

No calendário econômico para hoje, destaca-se a divulgação da confiança do consumidor e do fluxo cambial estrangeiro no Brasil, enquanto nos EUA, serão monitorados os pedidos de hipoteca e o discurso de Williams, membro do Federal Open Market Committee (FOMC).

Leonardo Grandchamp

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