Energia solar: Caixa lança linha de crédito específica voltada ao cidadão

Com a tarifa de energia elétrica subindo cada vez mais, o brasileiro  vem procurando alternativas para diminuir os gastos. A tarifa está na bandeira escassez hídrica que foi criada pelo governo em agosto de 2021 e tem o valor de R$ 14,20 a cada 100 kWh (quilowatts-hora). Ela é cerca de 50% mais cara que a bandeira vermelha patamar 2 e, no total, a conta de energia elétrica está 6,78% mais alta desde o mês de  setembro. 

Pensando neste mercado, a Caixa Econômica Federal está lançando uma nova linha de crédito voltada para pessoas físicas que permitirá o financiamento de sistemas de geração de energia fotovoltaica residencial, ou seja, energia solar. Ela se soma a outras três linhas ligadas às energias renováveis.

Segundo o banco, o crédito pessoal Caixa Energia Renovável terá taxas a partir de 1,17%, e poderá financiar até 100% do projeto de implementação de energia solar. Segundo a Caixa, a nova linha deve ser disponibilizada nas agências em breve, mas não foi informada uma data específica.

O prazo para pagamento do empréstimo é de até 60 meses, com carência de até seis meses para a primeira parcela. Ele será oferecido em duas modalidades, uma sem garantias e outra com caução de aplicações financeiras de renda fixa.

⚠️ ACESSO EXCLUSIVO
Você está perdendo conteúdos exclusivos
Acesso sem anúncios + conteúdos especiais e privados.
R$4,90
Teste por 30 dias • depois R$9,90/mês
LIBERAR MEU ACESSO AGORA
✔ Cancelamento fácil • Sem compromisso

Além do projeto para pessoas físicas, a Caixa já oferece três linhas de crédito voltadas para empresas. Uma delas é a MPE Ecoeficiência, em que um empresário pode obter crédito para financiar máquinas e equipamentos que reduzam a geração de resíduos e emissão de poluentes.

Também é possível financiar a compra de sistemas de geração renovável de energia, de aquecimento solar de água, para melhoria de eficiência energética e para filtragem de gases.

O banco também oferece duas linhas específicas para o agronegócio. A primeira é a ABC (Agricultura de Baixo Carbono), com sete programas, sendo seis para financiar tecnologias de redução de emissão de gases e um para ações para ajudar na adaptação às mudanças climáticas.

A outra linha está ligada ao programa Inovagro, voltada para estimular e dinamizar a produção do setor, financiando máquinas e equipamentos. O objetivo é aumentar a produtividade e reduzir impactos ambientais.

Atualmente, o uso de energia solar é uma das melhores alternativas para o consumidor ter segurança de abastecimento e fugir dos constantes aumentos na tarifa de energia.  

Um kit residencial custa em média R$ 11 mil reais. Contudo, a energia solar gera uma economia que varia de 50% e 95% na conta de luz. O investimento feito para instalação de placas solares acaba sendo pago pelo dinheiro economizado com a redução de gastos.

O que é energia solar fotovoltaica?

A energia solar, como o nome já sugere, tem como fonte principal o sol.  Trata-se de uma energia alternativa e sustentável que pode ser utilizada para geração de eletricidade através de energia fotovoltaica ou até para aquecimento de água que é chamada de energia solar térmica. 

O planeta recebe energia solar suficiente para suprir milhares de vezes as necessidades mundiais em qualquer período considerado. Praticamente toda a energia usada pelo ser humano tem origem no Sol, incluindo a energia da biomassa, a hidrelétrica e a eólica.

As placas fotovoltaicas podem ser instaladas nos telhados de residências e edifícios ou usadas na construção de usinas de eletricidade. 

Como a energia solar pode ser aproveitada?

A energia solar pode ser aproveitada diretamente como fonte de calor para aquecimento ou para a produção de eletricidade. Nos sistemas de aquecimento solar o calor é captado por coletores que são usados para aquecer a água.

A água aquecida é armazenada em um reservatório conhecido como boiler. O objetivo desses sistemas é aquecer a água utilizando diretamente o calor do Sol, poupando outros recursos energéticos como o gás, o carvão e a energia elétrica.

Ana Luzia Rodrigues

Formada em jornalismo há mais de 30 anos, já passou por diversas redações dos jornais do interior onde ocupou cargos como repórter e editora-chefe. Também já foi assessora de imprensa da Câmara Municipal de Teresópolis. Atuante no Jornal Contábil desde 2021.

Postagens recentes

Receita publica editais com novos prazos para negociação de dívidas tributárias

Editais oferecem descontos e parcelamentos para débitos em contencioso administrativo. As adesões vão até 30…

1 hora atrás

Publicada a versão 6.1.0 do programa EFD ICMS IPI

Essa obrigação acessória busca promover a integração dos fiscos federal, estaduais e do Distrito Federal

2 horas atrás

Comitê da NFS-e prorroga prazo de adequação e publica novos ajustes no DANFSE

Contribuintes ganham prazo para se adaptarem às novas regras do documento fiscal eletrônico.

18 horas atrás

Banco Central abre nova rodada de saques de R$ 6,2 bilhões esquecidos

Governo alerta para golpes e reforça que consulta e resgaste são gratuitos e feitos apenas…

19 horas atrás

O Raio-X do Fisco: Quanto o Campeão da Copa do Mundo vai deixar em impostos?

Para além das medalhas e da icônica taça, o título da Copa do Mundo de…

19 horas atrás

Saiba como a taxa mensal do MEI garante certos benefícios do INSS

Com investimento baixo, microempreendedor individual tem acesso à rede de proteção social do governo.

20 horas atrás