A ala política e a ala econômica estavam em desacordo em relação à volta dos impostos federais. Isso levou a muitas reuniões e impasses sobre o tema. Mas finalmente, nesta terça-feira (28), os ministros Fernando Haddad, ministro da Fazenda, e Alexandre Silveira, ministro das Minas e Energia, detalharam como será a volta dos impostos federais, nesta quarta-feira (1º).
O ministro Fernando Haddad disse que a gasolina terá uma reoneração, subindo para R$ 0,47 e o etanol para R$ 0,02. Na verdade, foi um meio encontrado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para agradar aos dois lados.
De acordo com informações do governo, as novas alíquotas terão uma duração de quatro meses. Não havendo mudanças por parte do Congresso Nacional, em julho deste ano, serão retomadas as cobranças integrais de R$ 0,69 por litro da gasolina e R$ 0,24 sobre o etanol.
O ministro da Fazenda disse que o consumidor não irá perceber o aumento, isso porque a Petrobras anunciou que reduzirá os preços de gasolina e diesel para as distribuidoras, a partir também desta quarta-feira (1º).
A estatal reduziu a gasolina em R$ 0,13 por litro, o impacto final a ser sentido pelo consumidor será de R$ 0,34, segundo Fernando Haddad.
No entanto, o consumidor deve ficar de olho, isso porque os postos de gasolina podem estipular preços variados.
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O ministro Haddad também deixou bem claro que o diesel e o gás de cozinha continuarão isentos de impostos federais até o fim do ano, conforme previsto na medida provisória editada pelo governo em janeiro.
Os impostos federais que voltarão a ser cobrados são o PIS e a Cofins. A Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) continuará zerada.
O corte no preço do combustível feito pela Petrobras não vai impedir que a gasolina fique mais cara. Como o preço nos postos não são tabelados, o repasse para o consumidor é livre. O aumento deve ser de R$ 0,34 por litro na bomba.
Essa estimativa é do Sincopetro (dos postos de combustíveis). Outra estimativa é de aumento de R$ 0,25 a R$ 0,26 por litro. Esta é a análise da Abicom (Associação Brasileira de Importadores de Combustíveis), de acordo com o Portal Uol.
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