MEI

Governo deve aumentar limite do MEI nos próximos meses

Em uma entrevista recente, o ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, indicou que o governo tem interesse em aumentar o limite de faturamento do Microempreendedor Individual (MEI) ainda em 2025.

Após anos de espera, o governo entende que mudanças precisam ser feitas no limite de  faturamento, que atualmente está em R$ 81 mil por ano. A proposta mais aceita conta com uma tabela progressiva de contribuição ao INSS.

As declarações do ministro aconteceram durante um evento realizado na última segunda-feira, dia 14 de abril de 2025, sede da União Geral dos trabalhadores (UGT), em São Paulo.

Vão acontecer mudanças no MEI em 2025?

Em março, o ministro França já estava dando indícios de que mudanças no modelo empresarial MEI poderiam acontecer, principalmente quando ele afirmou que a exclusão por limite de faturamento poderia ser substituída por uma cobrança proporcional, evitando que os MEIs sejam excluídos por faturamento.

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Durante as declarações, ficou claro que, após dez anos sem mudanças, o limite de faturamento está desatualizado, que o governo tem ciência disso e está se movimentando para realizar mudanças ainda em 2025.

Leia também: MEI: exclusão por limite de faturamento pode acabar!

Ainda não existe uma proposta fechada, mas a equipe econômica do governo entende que alterações precisam ser feitas e devem acontecer ainda em 2025, principalmente por conta da reforma tributária. O ministro França acredita que as alterações vão acontecer ainda este ano.

Leia também:

Quais serão as alterações?

O principal impeditivo para mudanças no MEI, segundo as declarações do ministro do Empreendedorismo, é a contribuição previdenciária, que atualmente está em 5% do salário mínimo (R$ 75,90 em 2025).

Entretanto, esse empecilho pode se tornar uma solução. A adoção de um modelo progressivo, onde o valor que exceder o limite de R$ 81 mil seja tributado por alíquotas diferenciadas, de maneira similar às regras do Imposto de Renda é a solução mais aceita pelo governo.

A base da tabela seria o percentual da contribuição previdenciária, o Ministério da Fazenda apoia esta ideia. Portanto, não ainda não foi decidida a maneira que vai acontecer, mas tudo indica que mudanças importantes vão acontecer nos próximos meses.

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Matheus Vinicius Ribeiro

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