Foto: Marcello Casal Jr./AgBR
O Governo Federal está estudando a possibilidade de privatizar o Dataprev, órgão responsável por guardar dados pessoais de milhares de brasileiros. Atualmente está sendo responsável por verificar quem pode continuar recebendo o auxílio emergencial.
Uma reunião na tarde desta sexta-feira (20), na Câmara dos Deputados, tratou justamente da privatização do Dataprev. A solicitação foi feita pelos deputados Erika Kokay (PT-DF) e Carlos Veras (PT-PE). O objetivo neste primeiro momento é apenas conversar sobre o tema.
O órgão tem sido responsável por bloquear pagamentos, suspensões e cancelamentos do auxílio emergencial. Foram sucessivas reanálises nas contas dos beneficiários do programa.
O Ministério da Cidadania informou que cerca de 2 milhões de cidadãos deixaram de receber o auxílio desde o início dos pagamentos em abril. A alegação da Dataprev é haver inconsistências nas contas dessas pessoas. Boa parte delas não pôde nem contestar o resultado.
Apesar das reclamações, o Ministério da Cidadania informou que os bloqueios vão continuar. E continuará sendo de responsabilidade da Dataprev realizar essas análises. O governo afirma ser justamente esses cancelamentos que impedem as fraudes.
Para a Dataprev, os cancelamentos só acontecem depois que são realizadas sucessivas reanálises nas contas dos trabalhadores. Informou também que alguns cidadãos não podem fazer a contestação do resultado porque os seus bloqueios foram definitivos.
As pessoas que trabalham na Dataprev estão preocupadas com uma possível privatização do Dataprev. Temendo acontecer demissões se o órgão for vendido para a iniciativa privada.
Havendo uma privatização, os atuais funcionários passariam ser de responsabilidade do comprador, o que fatalmente ocorreria demissões.
Porém, os funcionários da Dataprev, em caso de demissão, teriam os mesmo direitos de todos os trabalhadores, ou seja, receberiam pelas suas rescisões.
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