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Conforme o ministro da comunicação, Fábio Faria, o governo já planeja a privatização dos correios até julho do próximo ano. Tal afirmação foi realizada na última quarta-feira (20) no decorrer de uma audiência na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).
Vale ressaltar que a proposta de desestatização já foi aprovada na Câmara dos Deputados, em agosto, todavia, ainda terá que passar pela autorização do senado, para depois ir ao plenário.
Segundo o Ministro a proposta deve ser aprovada o quanto antes, sob a justificativa, que a estatal está perdendo espaço para empresas da iniciativa privada que trabalham com entrega de encomendas. “É a última janela que nós temos. Eu tenho certeza do que eu estou falando, nós não temos condições nenhuma de voltarmos a discutir privatização dos Correios daqui a três, quatro anos. Ninguém vai ter interesse”, afirma Faria.
Neste sentido, o ministro argumenta que as 12 paralisações dos correios no decorrer dos últimos dez anos, devido a greves bem como a entrada de concorrentes de peso no mercado podem fazer com que haja uma redução no interesse pela estatal.
Conforme o projeto que prevê a venda dos correios, será garantido uma estabilidade de 18 meses para os funcionários da empresa, além de uma indenização por ano para quem se desligar da empresa e um plano de saúde durante um ano. No entanto, a demissão só será possível após 180 dias da efetiva privatização.
Em relação à competitividade da empresa no mercado, os correios terão exclusividade no âmbito de serviços postais, durante 5 anos. Ademais, a proposta também prevê uma tarifa social para aqueles que não possuem condição financeira de pagar a entrega no serviço de cartas. Cabe salientar que as demais tarifas passaram por reajustes anuais.
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