Trabalhadores de todo país que exercem atividade de carteira assinada poderão contar muito em breve com duas novas modalidades de saque do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).
Uma dessas modalidades, inclusive, já foi aprovada pelo CCFGTS (Conselho Curador do Fundo de Garantia), e está prevista para ser liberada a partir de abril.
Já o outro mecanismo de saque do Fundo de Garantia, ainda dependerá do aval do Congresso Nacional e poderá beneficiar milhões de pessoas em todo país.
A primeira novidade diz respeito à possibilidade dos trabalhadores utilizarem o FGTS que ainda nem possuem para ajudar na compra de um imóvel financiado pelo Sistema Financeiro de Habitação (SFH).
Chamado de FGTS Futuro, o trabalhador que quiser comprometer os próximos depósitos do Fundo de Garantia com para ajudar a comprar um imóvel, poderá realizar essa opção.
Dessa forma, o FGTS Futuro permitirá uma redução no valor das parcelas destinadas aos financiamentos habitacionais. A nova função será recomendada para pessoas que não possuem condições para dar entrada, ou que não possuam entrada suficiente.
Logo, os trabalhadores poderão utilizar o FGTS Futuro para dar uma entrada no financiamento com valor maior, podendo então reduzir o número de parcelas para a quitação do imóvel. Inicialmente a utilização do FGTS Futuro será destinada para os trabalhadores que recebem até R$ 2.400.
Já pensou em utilizar o saldo do FGTS para ajudar a dar uma entrada maior, ou até mesmo para comprar um carro quitado? Pois é, está em trâmite na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei 2.679/22.
A proposta liberará o saldo do Fundo de Garantia para que os trabalhadores possam comprar um carro novo ou usado, a escolha. A medida também servirá para reaquecer o mercado de automóveis, que teve sua primeira baixa no final de 2022 quando comparado a 2021.
No geral, a proposta sugere o uso do FGTS da mesma forma utilizado para compra de um imóvel, ou seja, o trabalhador poderá utilizar o saque para ajudar a dar uma entrada ou comprar um veículo até mesmo quitado.
O texto ainda está em análise na Câmara dos Deputados e tramita em caráter conclusivo, caso a proposta seja aprovada na Câmara o mesmo seguirá para votação no Plenário do Senado e por fim para sanção ou veto presidencial.
Para este benefício ainda não há uma data de liberação, tendo em vista todo o caminho que o projeto de lei tem para seguir nos próximos meses.
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