Grupo técnico da Defesa na equipe de transição pode ser definido esta semana

O grupo técnico da Defesa na equipe de transição, está próximo de ser definido. O presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vai a Brasília nesta semana, até o momento não existe data e o horário definidos e sua agenda com a equipe do gabinete de transição não foram divulgados.

A previsão era que o presidente eleito chegasse à capital nesta segunda-feira (21), como dizia a versão anterior do texto. Porém, o presidente eleito, está em São Paulo, após fazer um cirurgia para retirada de uma lesão na laringe.

Nesta manhã, a assessoria do PT comunicou que Lula deve ir para Brasília terça (22) ou quarta-feira (23). Nesta quinta-feira (17) o coordenador dos coordenador dos Grupos Técnicos (GTs) da transição, Aloizio Mercadante anunciou que a indicação da composição do grupo da Defesa só virá após o retorno de Lula.

Leia Também: Lula recebe alta após cirurgia para retirada de lesão na laringe

Futuro ministro da Defesa

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O ex-ministro Aloizio Mercadante, coordenador técnico da transição, falou que iria falar com o futuro presidente antes de anunciar, e que não há chance de anunciar antes disso, e pediu para que todos aguardassem. “Vamos aguardar, não tem pressa”, disse Mercadante.

O ex-ministro reafirmou nesta sexta que o ministro da Defesa que será anunciado “será um civil”. Lula já havia afirmado que a pasta não seria ocupada por um militar.

Atualmente, o Ministério da Defesa é ocupado pelo general do Exército Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira. O grupo da Defesa, é o último ainda sem composição divulgada pela transição. “Do GT [grupo de trabalho] de Defesa acho que nós vamos ter uma excelente composição, mas nós só vamos bater o martelo com o presidente [eleito]”, disse Mercadante.

Leia Também: Atualização: Equipe de transição de Lula já conta com quase 300 nomes

Relação do militares com a defesa

Mercadante foi questionado sobre a ausência de militares em outros núcleos da transição. Ele afirmou que os integrantes das Forças Armadas podem “eventualmente” compor a equipe, mas estão historicamente relacionados à área da Defesa.

“Historicamente, os militares sempre tiveram papel muito relevante na Defesa. Essa história dos militares estarem em outras áreas é uma coisa recente desse governo. Eventualmente, podem estar. Você pode pegar um engenheiro militar na área de infraestrutura, não tem nenhum problema. Mas, estarão na área da Defesa que é a função”, disse.

“A figura do Ministério da Defesa é para que a sociedade entenda que a Defesa não é questão só das Forças Armadas, mas da sociedade quando se fala em soberania”, disse o senador Jaques Wagner (PT-BA), um dos cotados para assumir o ministério.

Esther Vasconcelos

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