A reforma tributária é um tema que vem sendo discutido por muito tempo, a reforma são mudanças na legislação tributária com objetivo de melhorar o desenvolvimento econômico Brasileiro. Ao longo desse ano essa reforma vem sendo muito discutida, mas ainda sem avanços.
Muitas propostas surgem, mas com diferentes objetivos e sem indícios de que alguma delas acontecerá realmente. Mas, segundo uma das afirmações do Ministro da Economia Paulo Guedes, a reforma tributária vai acontecer e já existe uma proposta do Governo no Congresso.
A afirmação foi feita por Paulo Guedes na terça-feira (30 de novembro), quando estava participando do 93º Encontro Nacional da Indústria da Construção (ENIC).
Segundo as palavras do Ministro da Economia a reforma tributária “vai acontecer”. “A nossa já está lá no Congresso” emendou o Ministro, dando a entender que já tem uma proposta para reforma tributária no Congresso.
Guedes reconheceu que diversos setores da economia foram contra a aprovação da reforma, e destacou que os empresários não agiram com inteligência ao não apoiarem a reforma tributária.
“Pela primeira vez íamos tributar dividendos, íamos eliminar juros sobre capital próprio, mas o lobby é forte. Acho que não foi ato inteligente do mundo empresarial não apoiar a reforma”, disse o Ministro.
Após uma pergunta do presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), José Carlos Martins, sobre a atuação da Receita Federal, Guedes fez a seguinte afirmação: “um finge que tributa e outro finge que paga”.
“Eu estou conhecendo o povo da Receita, eles são fiéis servidores. O erro é de formulação, eles estão na função deles de arrecadar, e o setor privado vai e inventa outra jabuticaba”, respondeu Guedes. “Acha que está tributando os bancos em 44%, só que quando vê no fim do ano o lucro e o imposto, eles pagam 10,7%”, Completou Guedes.
Mostraremos algumas das declarações do Ministro da Economia em uma videoconferência promovida pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), onde o Ministro fala sobre a reforma tributária.
“A renda dos mais ricos, não interessa se vem de salário, de aluguel, de bônus bilionários ou se vem de dividendos. Ela deveria cair no progressivo e ponto final. Nós temos tecnologia para fazer tudo direito, mas você sabe que tudo é mais difícil no mundo real, tem lobby, tem pressão”, afirmou Guedes.
Segundo uma das declarações do ministro no evento virtual da FGV, o ideal seria que todos os tipos de renda, até ganhos com dividendos, pagassem as mesmas alíquotas do IRPF (Imposto de Renda Pessoa Física), que atualmente vão de 7,5% a 27,5%.
Porém, Guedes destacou que esse modelo poderá ser adotado no futuro, mas que não pode ser implementado no neste momento.
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