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Os preços dos alimentos estão mais caros mesmo com a inflação baixa

O problema atual do brasileiro é alta dos preços nos supermercados, chegou a uma proporção que levou o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) a pedir que os donos desses estabelecimentos fossem patriotas e não subissem os preços nas prateleiras.
Isso significa que o povo está reclamando das constantes altas de preço, os vilões do momento são: A manga, seguidos do feijão, arroz, leite longa vida.

O que fica difícil de entender é como esses preços estão subindo se a inflação está abaixo da meta do Banco Central? Sendo os alimentos responsáveis pela alta do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Em agosto, esse índice ficou em 0,24% . Mas, ao todo, o índice inflacionário segue sob controle: o acumulado é de 2,44% nos últimos 12 meses.

A meta de inflação do Banco Central para 2020 é de 4%, com 1,5 ponto de tolerância. Nada comparado a números já vistos no Brasil (em 1990 a inflação chegou a ultrapassar os 80%) segundo dados do IBGE.

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O IBGE mostra que a fatia do salário gasta com alimentação é maior do que isso para os mais pobres, pondendo passar de 20% ou 30%, enquanto é de menos de 10% para os mais ricos.

Os Vilões

O IPCA apontou que o produto que mais subiu em 2020 não foi o arroz, mas, a manga (62%), seguida pela cebola (50%) e pela abobrinha (47%). O arroz aparece só perto do 20º lugar, com alta de 19%.

Os diversos tipos de feijão também estão entre os 30 produtos que mais subiram, além do leite longa vida (23%), óleo de soja (19%), alface (18%), entre outros.

Governo zera imposto

A Câmara de Comércio Exterior (Camex), vinculada ao Ministério da Economia, decidiu nesta quarta-feira (9) zerar a alíquota do imposto de importação para o arroz em casca e beneficiado. A isenção tarifária que valerá até 31 de dezembro deste ano. 

A decisão foi tomada durante reunião do Comitê-Executivo de Gestão da Camex, a partir de um pedido formulado pelo Ministério da Agricultura. O colegiado é integrado pela Presidência da República e pelos ministérios da Economia, das Relações Exteriores e da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Conteúdo original Jornal Contábil, com informações Exame”

Jorge Roberto Wrigt

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