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Outubro Rosa: Avaliar a ancestralidade da paciente pode ajudar a enfrentar depressão

No Outubro Rosa, mês da conscientização do diagnóstico precoce do câncer nas mamas, pesquisador brasileiro apresenta tese de doutorado que ressalta importância do tratamento psicológico associado à quimio e a radioterapia

Receber um diagnóstico positivo para câncer de mama, iniciar um tratamento altamente agressivo e ver, rapidamente, o corpo mudar, podem ser gatilhos para uma doença tão mortal quando câncer: a depressão. 

Um estudo realizado por pesquisadores do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) mostrou que a depressão está presente em 29% dos pacientes em tratamento contra os diferentes tipos da doença, mas são naqueles que lutam contra o câncer de mama que a depressão mais acomete.

Em 33% dos pacientes, em sua maioria, mulheres, a prevalência do transtorno foi identificado logo no primeiro mês de quimioterapia. 

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Assim como a quimio e radioterapia, além da cirurgia de retirada do tumor, são usados no combate à neoplasia mamária, o acompanhamento psicológico também é fundamental para alcançar a cura e dar mais qualidade de vida ao paciente.

O estudo da USP destaca também o aumento na sobrevida dos pacientes que receberam intervenções sociais, como técnicas de relaxamento, hipnose, terapia individual e em grupo, durante o tratamento contra o tumor.

Em uma abordagem inédita, o pesquisador, neurocientista e psicanalista Fabiano de Abreu sugere uma metodologia diferenciada para o tratamento psicológico associado à quimioterapia.

“É preciso avaliar a ancestralidade, a personalidade, o histórico de vida e os pormenores de personalidade definida.

A terapia implica na descoberta e no entendimento do histórico do paciente, assim como seus medos, traumas e avaliação físico-cerebral”, recomenda o pesquisador que também tem estudos sobre a neurociência e a neuropsicologia.

“Um paciente em depressão precisa de terapia. No caso de pacientes com câncer de mama, deve ser levado em consideração se o motivo desse transtorno está diretamente relacionado ao câncer”, sugere o autor da teoria, desenvolvida durante um doutorado na Université Libre des Sciences de L’Homme de Paris, e que vem sendo avaliada pelo comitê científico através da revista Neurociência e Psicologia.

No Outubro Rosa, mês da conscientização do diagnóstico precoce do câncer nas mamas, surge também um alerta para a importância do tratamento psicológico, associado ao uso de substâncias e procedimentos cirúrgicos.

Por Fabiano de Abreu.

Esther Vasconcelos

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