Outubro Rosa: Posso fazer mamografia tendo próteses de silicone?

O câncer de mama é um dos tipos de câncer mais comum entre as mulheres, com mais de 66 mil casos no Brasil em 2021 segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca). Pensando nesse cenário, a campanha Outubro Rosa surgiu com o objetivo de alertar as mulheres sobre a importância do diagnóstico precoce da doença, que é feito a partir de exames de rotina, como a mamografia. Mas será que é possível realizar o exame tendo próteses de silicone?

Pedro Lozano, cirurgião plástico membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, explica que realizar a mamografia com implantes é extremamente seguro e eficiente. “A única recomendação é avisar para quem está realizando o exame sobre as próteses para que ele seja realizado da forma correta, mas não há nenhum impedimento para a realização da mamografia, muito pelo contrário: é fundamental fazer o acompanhamento rotineiramente”, acrescenta. 

Além disso, o especialista afirma que existem muitas dúvidas importantes sobre o assunto “silicone x câncer de mama”, como:

As próteses aumentam o risco de contrair a doença?

Lozano explica que não. Os riscos para quem possui implantes é o mesmo para quem tem seios naturais. “O que influencia o câncer são fatores como histórico familiar, idade e estilo de vida. Diversos estudos realizados ao longo dos anos não mostraram qualquer relação entre o silicone e a doença”, detalha. 

Eu preciso realizar mamografia com mais frequência se possuo implantes?

A frequência da realização da mamografia é a mesma para quem tem ou não silicone. O recomendado é que mulheres a partir dos 40 anos realizem o exame uma vez ao ano, a não ser que tenham forte predisposição genética. Nesses casos o ideal é iniciar a monitoração mais cedo. “Toda mulher é diferente, por isso, é preciso procurar um especialista para entender quando o exame deve começar a ser realizado, o que independe da presença ou não de implantes”, explica o especialista.

A mamografia pode danificar minhas próteses?

Durante o exame, o tecido mamário é apertado pela máquina, o que pode deixar pacientes que possuem silicone com medo de romper ou danificar os implantes. Porém, não existem chances de isso acontecer. “Na mamografia são utilizadas técnicas específicas que movimentam a prótese para expor o máximo de tecido possível. Além disso, caso o silicone não se mova o suficiente, o médico pode recomendar uma opção de imagem adicional ou alternativa, como ultrassom ou ressonância magnética”, conta.

Lozano explica também que as próteses são extremamente resistentes. “O rompimento do silicone é muito raro, acontecendo em casos isolados e de extremo impacto”, diz. 

Ele ainda ressalta que os exames de rotina são indispensáveis na vida de qualquer mulher, pois o diagnóstico precoce é essencial para um tratamento eficaz e com mais chances de cura. “Prevenção é vida. Não deixe de monitorar sua saúde com um médico de confiança”, finaliza.

Leonardo Grandchamp

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