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Proporção de empresários com estoques altos sobe em agosto, aponta FecomercioSP

O Índice de Estoques (IE) do comércio paulistano sofre a terceira queda consecutiva em agosto (-2%) – 114,5 pontos ante os 116,7 pontos de julho. Contudo, na comparação com o mesmo mês do ano passado, houve alta de 9,2%. A proporção dos que consideraram os estoques adequados caiu 1,1%: de 58,3% em julho para os atuais 57,1%. Entretanto, em relação ao mesmo período de 2018 (52,2%), registrou alta de 4,9 pontos porcentuais.

De acordo com a assessoria econômica da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), a queda do índice não tem nenhum aspecto positivo (algo que eventualmente acontece), pois, desta vez, se deu exclusivamente pelo fato de os empresários considerarem que os estoques estão elevados, o que significa dinheiro parado.

Assim, houve alta de 1,3 ponto porcentual entre os comerciantes que declararam ter excesso de estoques – de 26,8% em julho para 28,1% em agosto. Já para os que consideram ter estoques baixos não houve muita alteração: de 14,7% em julho para 14,5% em agosto. Os números estão próximos dos registrados na pré-crise, antes de 2014, quando 60% dos comerciantes tinham estoques adequados, 25% afirmava ter estoques acima, e 15%, abaixo do adequado.

Entre as pequenas empresas 28,4% estão com estoque altos, enquanto nas grandes, a proporção é menor, 16,7%. Quanto aos estoques baixos, a média não apresenta tanta diferença: 14,5% e 16,7%, repectivamente. Como se nota, o problema de gestão de estoques atinge de fato a pequena empresa com muito mais força, comprometendo capital de giro e tirando competitividade. É um problema preditivo que a FecomercioSP por vezes tentou mitigar por meio de seus modelos de antecipação e projeção de vendas por setor e região.

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Os dados são levantados pela FecomercioSP e captam a percepção dos varejistas sobre o volume de mercadorias estocadas nas lojas, variando de 0 (inadequação total) a 200 pontos (adequação total). A marca dos 100 pontos é o limite entre inadequação e adequação.

Recomendações 

Para lidar com esse cenário e garantir mais assertividade nos negócios, a Federação sugere aos empresários que façam a gestão digitalizada da logística. Com isso, podem ter acesso a relatórios que indiquem o momento de fazer novos pedidos ou iniciar promoções. Para a Entidade, é fundamental saber quando, quanto e o que quer o consumidor. Além disso, é importante se atentar quanto a recursos estagnados e produtos passando do prazo de validade.

A FecomercioSP ressalta ainda que o varejo físico deve considerar o crescimento das vendas online, além de avaliar essa opção de venda – visto que, em uma economia globalizada, grandes empresas conseguem entregar pedidos em dois ou três dias, com estratégias de trocas e devoluções por meio eletrônico.

Nota metodológica

O IE é apurado mensalmente pela FecomercioSP desde junho de 2011 com dados de cerca de 600 empresários do comércio no município de São Paulo. O indicador vai de 0 a 200 pontos, representando, respectivamente, inadequação total e adequação total. Em análise interna dos números do índice, é possível identificar a percepção dos pesquisados relacionada à inadequação de estoques para “acima” (quando há a sensação de excesso de mercadorias) e para “abaixo” (em casos de os empresários avaliarem falta de itens disponíveis para suprir a demanda em curto prazo). A pesquisa é referente ao município de São Paulo, mas sua base amostral reflete o cenário da região metropolitana.

Sobre a FecomercioSP 

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) é a principal entidade sindical paulista dos setores de comércio e serviços. Congrega 136 sindicatos patronais e administra, no Estado, o Serviço Social do Comércio (Sesc) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac). A Entidade representa um segmento da economia que mobiliza mais de 1,8 milhão de atividades empresariais de todos os portes. Esse universo responde por cerca de 30% do PIB paulista – e quase 10% do PIB brasileiro – gerando em torno de 10 milhões de empregos.

Wanessa

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