R$ 8,7 bilhões em dinheiro esquecido nos bancos. Veja se tem direito!

O Banco Central do Brasil revelou uma informação surpreendente: há aproximadamente R$ 8,7 bilhões em recursos financeiros “esquecidos” por clientes em diversas instituições financeiras do país. 

Esse montante significativo, contabilizado em novembro e divulgado no início de dezembro, representa uma oportunidade única para milhões de brasileiros recuperarem valores que, por diversos motivos, ficaram para trás em contas bancárias, consórcios e demais instituições financeiras.

Esta notícia despertou grande interesse entre a população, levantando questões sobre como esses valores foram acumulados, quem tem direito a eles e, principalmente, como proceder para recuperá-los. 

Esses valores podem estar em contas correntes ou poupanças que foram encerradas, em parcelas de empréstimos que foram pagas a mais, ou mesmo em tarifas cobradas de forma indevida.

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Se você está se perguntando se há algum dinheiro esquecido à sua espera, o processo para descobrir é simples e gratuito. O Banco Central disponibiliza um portal oficial onde você pode verificar se há valores a receber em seu nome.

Veja como acessar esse sistema e fazer sua consulta. Não deixe de aproveitar essa oportunidade para recuperar valores que são seus por direito.

Prazos e procedimentos

Embora o prazo oficial para buscar os recursos tenha se encerrado em 16 de outubro, ainda é possível recorrer e receber o dinheiro. 

O Ministério da Fazenda esclareceu que os interessados têm um prazo de seis meses para requerer judicialmente o reconhecimento de seu direito aos depósitos.

Sistema de Valores a Receber (SVR)

Como dito anteriormente, o Banco Central do Brasil emitiu um alerta importante sobre a existência de dinheiro esquecido em instituições financeiras.

Para facilitar a recuperação desses valores, foi criado o Sistema de Valores a Receber (SVR), uma iniciativa que permite aos cidadãos e empresas verificar se possuem quantias esquecidas em bancos, cooperativas de crédito, corretoras e consórcios.

O Sistema de Valores a Receber (SVR) é uma plataforma administrada pelo Banco Central que visa proporcionar transparência e facilidade no processo de restituição de valores esquecidos.

Este sistema foi desenvolvido com o objetivo de centralizar informações sobre saldos residuais, contas encerradas, tarifas cobradas indevidamente e outras quantias que, por diversas razões, não foram resgatadas pelos seus titulares.

O processo de consulta e recuperação é simples e acessível. Os usuários precisam acessar o site oficial do Banco Central e seguir as etapas indicadas para verificar a existência de valores a receber.

As consultas podem ser feitas utilizando o CPF ou CNPJ no caso de empresas. O sistema então apresenta os resultados, informando se há ou não valores disponíveis para resgate e orientando sobre os passos seguintes para a recuperação.

Confira a seguir o passo a passo detalhado!

Passo a passo para verificar

A maneira de acessar o Sistema de Valores a Receber é simples e direta. Aqui está o guia passo a passo:

  1. Acesse o site oficial do Sistema de Valores a Receber através do link https://valoresareceber.bcb.gov.br;
  2. Localize e clique na opção “Consulte valores a receber”;
  3. Preencha os campos solicitados com as informações necessárias;
  4. Clique em “Consultar” para visualizar as informações disponíveis ;
  5. Se forem identificados valores em seu nome, clique em “Acessar o SVR”;
  6. Respeite a data agendada com base em seu nascimento ou na fundação da empresa para acessar os detalhes do saque;
  7. Na data designada, faça login usando seu cadastro gov.br para visualizar e solicitar a transferência dos valores.

Vale mencionar que, é fundamental ter uma chave Pix cadastrada para garantir o recebimento dos valores. Caso não possua uma chave Pix, será necessário entrar em contato com sua instituição financeira para definir outra forma de recebimento.

Ana Luzia Rodrigues

Formada em jornalismo há mais de 30 anos, já passou por diversas redações dos jornais do interior onde ocupou cargos como repórter e editora-chefe. Também já foi assessora de imprensa da Câmara Municipal de Teresópolis. Atuante no Jornal Contábil desde 2021.

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