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Reforma Tributária

Reforma Tributária: quais produtos vão estar na mira do imposto seletivo?

O imposto será cobrado sobre mercadorias e serviços que trazem danos comprovados à saúde das pessoas ou que agridem a natureza.

Autor: Ana Luzia Rodrigues

Publicado em

Batizado de “imposto do pecado”, o Imposto Seletivo (IS) funcionará como uma sobretaxa federal para desestimular o consumo de bens degradantes à saúde ou ao meio ambiente. 

Ao contrário do IVA, o IS é cumulativo e será aplicado diretamente sobre produtos específicos, encarecendo a conta final. 

Detalhes técnicos e valores de alíquotas serão estabelecidos em leis complementares que devem regulamentar a medida nos próximos meses.

Quais produtos serão tributados pelo Imposto Seletivo?

As alíquotas do IS serão definidas pelo Poder Executivo, respeitando os limites estabelecidos em lei. Confira os principais produtos que serão impactados:

  • Veículos automotores: A tributação considerará eficiência energética, reciclabilidade e emissão de poluentes. Veículos para taxistas e pessoas com deficiência terão alíquota zero.
  • Embarcações e aeronaves: Serão tributadas com base em critérios ambientais.
  • Cigarros e derivados do tabaco: Haverá um escalonamento de alíquotas entre 2029 e 2033, acompanhando a redução progressiva do ICMS.
  • Bebidas alcoólicas: O imposto será proporcional ao teor alcoólico de cada bebida.
  • Bebidas açucaradas: A tributação seguirá regras específicas a serem definidas.
  • Bens minerais (exceto exportação): A alíquota máxima será de 2,5%.
  • Loterias, apostas e fantasy sports: A regulamentação detalhada será definida em legislação própria.
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Quando o Imposto Seletivo será cobrado?

O Imposto Seletivo será aplicado sobre a produção, comercialização e importação dos produtos listados. Exportações serão isentas, com exceção de bens minerais, energia elétrica e telecomunicações.

A transição para o novo sistema tributário será gradual. Em 2026, a CBS e o IBS começarão a ser testados, sem recolhimento efetivo. Empresas precisarão incluir os novos tributos na nota fiscal apenas para simulação.

A partir de 2027, a mudança começa a valer e o antigo sistema tributário será extinto progressivamente até 2033. A cada cinco anos, o Congresso avaliará a necessidade de ajustes na reforma.

Com isso, o Imposto Seletivo promete impactar diversos setores e produtos, exigindo atenção redobrada das empresas e consumidores sobre os custos adicionais gerados pela nova tributação.

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