Saiba como se contabilizar créditos de Pis e Cofins não cumulativos

Como contabilizar os créditos decorrentes do PIS e da COFINS não cumulativos?

Os créditos decorrentes da não cumulatividade da Cofins e do PIS-Pasep podem ser contabilizados a débito de conta “Tributos a Recuperar” do Ativo Circulante, em contrapartida da conta que originou o crédito.

Contabilidade Prática para Universitários

COMO CONTABILIZAR CRÉDITOS DE PIS E COFINS NÃO CUMULATIVOS

Como exemplo temos:

Crédito sobre despesa de locação de prédio utilizado na atividade da empresa:

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D- Despesa de Aluguéis (CR) R$ 100.000,00
C- Caixa/Bancos (AC) R$ 100.000,00

Crédito de PIS-Pasep sobre a despesa de locação:

D – PIS/Pasep a recuperar (AC) R$ 1.650,00
C – Despesa de locação (CR) R$ 1.650,00

Crédito de Cofins sobre a despesa de locação:

D – Cofins a recuperar (AC) R$ 7.600,00
C – Despesa de locação (CR) R$ 7.600,00

Também podem ser contabilizados através de um único lançamento utilizando-se a 3ª fórmula, onde três débitos correspondem a um crédito.

Exemplificando temos:

Crédito sobre despesa de locação de prédio utilizado na atividade da empresa:

D – Despesa de locação (CR) R$ 90.750,00
D – PIS/Pasep a recuperar (AC) R$ 1.650,00
D – Cofins não a recuperar (AC) R$ 7.600,00
C – Caixa/Bancos (AC) R$ 100.000,00

Nota-se que o valor da despesa de locação, em ambos os casos, resultará no valor líquido dos tributos recuperáveis.

A contabilização dos créditos em contrapartida de Conta de Resultado como receita fere a boa técnica contábil e está expressamente vedada pela Secretaria da Receita Federal através do Ato Declaratório Interpretativo SRF nº 3/2007.

Matéria: Como Contabilizar

Ricardo de Freitas

Ricardo de Freitas não é apenas o CEO e Jornalista do Portal Jornal Contábil, mas também possui uma sólida trajetória como principal executivo e consultor de grandes empresas de software no Brasil. Sua experiência no setor de tecnologia, adquirida até 2013, o proporcionou uma visão estratégica sobre as necessidades e desafios das empresas. Ainda em 2010, demonstrou sua expertise em comunicação e negócios ao lançar com sucesso o livro "A Revolução de Marketing para Empresas de Contabilidade", uma obra que se tornou referência para o setor contábil em busca de novas abordagens de marketing e relacionamento com clientes. Sua liderança no Jornal Contábil, portanto, é enriquecida por uma compreensão multifacetada do mundo empresarial, unindo tecnologia, gestão e comunicação estratégica. Além disso é CEO da FiscalTalks Inteligência Artificial, onde desenvolve vários projetos de IA para diversas areas.

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