Senado aprova descontos na conta de luz. Entenda o projeto

Dentre os principais fatores que causam impacto no bolso do brasileiro, estão as cobranças mensais atreladas a conta de luz. Apesar do encerramento da bandeira de escassez hídrica, que cobrava na fatura um adicional de R$ 14,20 cada 100 kWh consumido, os valores da conta de energia elétrica continuam sendo um problema para muitos. 

Ademais, este cenário pode se agravar mediante a cobranças indevidas que, infelizmente, ainda ocorrem. Diante dessa questão, já há um projeto em trâmite no senado, que procura reduzi a conta de luz, através da devolução de créditos. 

Em suma, o Projeto de Lei 1.280/2022, de autoria do Senador Fabio Garcia (União-MT), prevê a devolução de tributos recolhidos a mais pelas prestadoras de serviço público de distribuição de eletricidade. Os valores a serem devolvidos dizem respeito aos  créditos de PIS/Cofins cobrados a mais pelas empresas, aos seus usuários. 

Conforme o autor da proposta, ainda em 2017, o STF (Supremo Tribunal Federal), implementou certas mudanças, quando decidiu que o ICMS não poderia compor a base do PIS/Confis. Como resultado, a decisão viabilizou  as distribuidoras a receber uma restituição da União, que por sua vez, pertenciam ao consumidor e não as referidas empresas. 

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“Estamos, aqui, fazendo justiça ao consumidor de energia do país, ao cidadão que pagou indevidamente, por mais de 15…, 20 anos, uma bitributação. Estamos devolvendo com justiça esses valores pagos a mais a esse trabalhador, de forma regrada, organizada e rápida”, diz Garcia, conforme o divulgado pelo Agência Senado.

Ainda conforme o divulgado pelo Agência Senado, os valores pagos a mais pelo consumidor em contribuições para o PIS/Pasep e Cofins, se aproxima da casa dos R$ 50 bilhões. Diante disso, a ideia do projeto é devolver estas quantias cobradas indevidamente através de descontos. 

De acordo com Eduardo Braga (MDB-AM), cerca de R$ 12 milhões já foram devolvidos aos consumidores, entretanto, ainda resta um montante de R$ 48 bilhões para ser utilizado no projeto. 

O PL 1.280/2022 já recebeu a aprovação no Senado Federal, de modo que o texto segue para votação na Câmara dos Deputados. Caso ganhe uma nova decisão favorável, a proposta ainda deve receber a sanção presidencial para começar a valer, como é determinado para todo Projeto de Lei.

Lucas Machado

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