O governo de Jair Bolsonaro decidiu dar aumento de 5% a todos os servidores federais a partir de julho. A medida terá um impacto de R$ 6 bilhões, acima do R$ 1,7 bilhão previsto para reajustes salariais no orçamento deste ano.
A equipe econômica ainda avalia como poderia viabilizar o montante transferindo para reajuste salarial verbas previstas de outras áreas do governo federal.
Segundo assessores do governo, o presidente já teria sinalizado apoio à medida. Como o percentual corrige defasagem inflacionária, a concessão do benefício não esbarra na Lei Eleitoral, que proíbe o benefício no período de seis meses antes do primeiro turno da disputa presidencial.
O Orçamento da União para este ano, porém, só tem reservado para aumento salarial de servidores o valor de R$ 1,7 bilhão. Com isso, a administração pública terá que remanejar recursos de outras áreas para bancar o reajuste linear para todas as categorias do funcionalismo federal.
Entidades que representam o funcionalismo federal ficaram insatisfeitas com a proposta de reajuste linear de 5%. De acordo com os representantes da classe, o percentual não deve reduzir o fluxo de mobilizações.
As categorias que compõem o Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais (Fonasefe) reivindicam recomposição de 19,9%, percentual das perdas inflacionárias entre janeiro de 2019 e dezembro de 2021.
Para os servidores do Banco Central, o índice é considerado pequeno, pois as perdas são superiores a 20%. O presidente do sindicato dos servidores do Banco Central, Fabio Faiad, declarou à imprensa que vai permanecer em greve até que o governo apresente um índice melhor que 5%.
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