1ª parcela do Auxílio Emergencial de abril terá valor maior?

Durante o processo de aprovação da PEC Emergencial que viabilizou o pagamento da nova rodada do auxílio emergencial, muito se especulou sobre uma compensação dos meses iniciais de 2021 quando o governo não prestou assistência a população.

Além disso, segundo narrativa ainda no inicio do mês de março do governador do Piauí, Wellington Dias, quando o mesmo se reuniu com o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, o governador havia informado que o governo estudava a possibilidade de pagar uma parcela maior, podendo compensar os meses de janeiro e fevereiro aos quais o governo não teve condições de apoiar a população.

No entanto, no período ao qual o governador havia divulgado a situação, o Congresso ainda analisava o texto da PEC Emergencial que autorizou o gasto de R$ 44 bilhões fora do teto de gastos do Orçamento para custear o auxílio este ano.

Com o orçamento limitado, o governo conseguiu modelar as novas parcelas do benefício em um total de quatro meses com valores específicos dependendo da composição familiar, sendo R$ 150 para famílias com um único integrante, R$ 250 para famílias com dois ou mais membros e R$ 375 para famílias chefiadas pelas mulheres.

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O gasto com o benefício hoje esta próximo dos R$ 43 bilhões, o que de fato inviabiliza que o governo possa pagar um valor maior na primeira parcela que pudesse compensar os primeiros meses sem o benefício.

Com isso as chances de que o governo possa pagar uma primeira parcela com valor maior são reduzidas. Claro que existe ainda uma pequena lacuna de R$ 1 bilhão para o governo arcar com o auxílio emergencial, sendo gasto R$ 43 bilhões dos R$ 44 bilhões. No entanto a diferença seria muito baixa se o governo contemplasse essa diferença com 45,6 milhões de beneficiários que vão receber o benefício. Logo a projeção de um valor maior pago na primeira parcela pode ser descartada.

loureiro

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