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4 dicas práticas para controlar as finanças do casal

Mais do que pensar em presentes pontuais, muitos casais aproveitam o Dia dos Namorados, 12 de outubro, para fazer planos de uma vida juntos. Entretanto, a conquista de qualquer objetivo, seja o casamento, uma viagem ou a compra de um imóvel, passa, invariavelmente, pelo equilíbrio das finanças pessoais.
É natural que cada pessoa queira ter a sua individualidade, mas é saudável ter o apoio financeiro um do outro para realizar projetos. Como a maneira de lidar com dinheiro também pode ser motivo de discussões entre casais, é importante conversar sobre o assunto e definir prioridades em comum. Confira 4 dicas práticas dos especialistas da gestora de investimentos Magnetis para controle das finanças em conjunto.

1- Tenha um planejamento
O planejamento é a ferramenta que orienta as escolhas que o casal precisa fazer hoje para alcançar suas metas no futuro. Por exemplo, para a chegada do primeiro filho, ter um planejamento significa saber quanto dinheiro deve ser economizado por mês para montar o quarto, comprar o enxoval, pagar pelas despesas médicas e assim por diante.
Outro exemplo é a compra de um imóvel ou a mudança para uma casa maior. É preciso considerar todas as possibilidades para alcançar um sonho que é dos dois, mas sem significar a perda de objetivos individuais. Pode ser que um dos dois queira investir em uma pós-graduação e o outro queira trocar de carro. Cabe aos dois chegarem a um acordo para definir como essas metas serão alcançadas. O que será feito primeiro? O dinheiro virá dos dois ou cada um separa uma parte de sua renda para os objetivos individuais?
Não existe uma resposta padrão, mas é importante que ela faça sentido para ambos. Ainda assim, há uma recomendação geral: o segredo está em aplicar decisões conjuntas sobre o orçamento e as despesas. Dessa forma, o casal age como uma equipe: um ajuda o outro, não há competição.
2. Crie uma reserva de emergência
A reserva de emergência é um montante guardado para imprevistos. A ideia é que esse fundo seja capaz de sustentar o casal em situações como perda emprego, problemas de saúde ou outras emergências. Essa reserva também serve para aproveitar oportunidades, como por exemplo a compra da casa própria a um preço mais convidativo.
O tamanho dessa quantia depende do nível de estabilidade financeira de cada um — quem é funcionário público, por exemplo, corre menos riscos de perder um emprego se comparado a um profissional liberal.
Algumas pessoas preferem guardar quantias equivalentes a alguns meses de salário como reserva de emergência. Mas não há uma quantidade ideal de meses pelos quais se deve poupar. O ideal é que esse valor seja suficiente para deixar o casal tranquilo caso aconteça algum imprevisto.
Ao montar a reserva de emergência, um dos principais pontos que o casal deve observar é em que tipo de investimento esse dinheiro será aplicado. É imprescindível que o valor esteja em uma aplicação de baixo risco e alta liquidez, para que esteja sempre acessível.
O baixo risco é necessário porque se trata justamente de um montante para situações extremas. Ou seja, é preciso garantir que o dinheiro não esteja ameaçado pelo sobe e desce do mercado. Já a alta liquidez traz a possibilidade de resgate a qualquer momento: como essa é uma reserva para ocasiões inesperadas, o valor deve ficar disponível rapidamente.
3. Tenha investimentos para médio e longo prazos
Um dos grandes benefícios de equilibrar as finanças do casal é que os conflitos e as brigas por este motivo tendem a diminuir, o que torna a relação mais saudável e duradoura. Assim é possível fazer planos de médio e longo prazo.
Uma dúvida que pode surgir é: o que exatamente significa longo prazo? A verdade é que não há uma definição exata, mas pode-se pensar em 10 anos ou mais. Além disso, é importante que o longo prazo inclua investimentos para a aposentadoria. Pense em quanto o casal deseja ter de renda depois que parar de trabalhar, trace um planejamento e aplique o dinheiro para que essa meta se realize.
O médio prazo, por sua vez, costuma ficar entre 5 e 10 anos. É um futuro relativamente próximo, para o qual a família pode planejar a compra de bens — como casa e carro, por exemplo —, a educação dos filhos e assim por diante.
4. Converse sobre as finanças do casal
Falar de investimentos não é um hábito entre os casais brasileiros. Muitos conflitos domésticos que surgem sobre esse assunto acontecem por falta de comunicação e transparência. E isso não se resume a contar para o parceiro qual é sua situação financeira e seus gastos, mas expor suas insatisfações e inseguranças de um modo construtivo.
Uma boa troca de ideias sobre dinheiro começa com a observação de hábitos, crenças e vontades de cada um. Em vez de atacar o(a) parceiro(a) por atitudes com as quais você não concorda, procure entender seus próprios gastos.
Depois, divida esses padrões e diga o que gostaria de mudar em si mesmo, bem como quais são suas prioridades e seus objetivos. Convide-o(a) a fazer o mesmo no momento em que ele(a) se sentir à vontade.
Depois disso, o ideal é que o casal compartilhe seus números: quanto ganha, quanto deve e quanto gasta. Isso pode ser feito de maneira respeitosa e amorosa. Caso um dos dois esteja mais desorganizado financeiramente, ambos podem se ajudar para resolver a situação.
Plano de investimentos
Por fim, é válido retornar ao planejamento para criar um ciclo de controle financeiro que se torne cada vez mais completo e, assim, o casal possa crescer junto. Aproveite ainda para aprofundar questões importantes, como quais são os interesses individuais, qual é o projeto no qual os dois vão investir juntos, quanto patrimônio desejam acumular e outros objetivos.
É possível que essas metas mudem de tempos em tempos. Por isso, o diálogo deve ser frequente. Lembre-se de que a independência financeira faz bem para a autoestima e traz liberdade às duas pessoas, enquanto o planejamento conjunto proporciona união e fortalecimento da parceria.
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