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O Centro de Inovação da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGVin) fez uma pesquisa sobre o home office durante o isolamento social para conter a Covid-19. Entre os resultados, 56% dos entrevistados afirmaram que encontraram muita dificuldade ou dificuldade moderada em equilibrar as atividades profissionais e pessoais. O levantamento constatou ainda que para 45,8% houve aumento da carga de trabalho após o isolamento. Enquanto 31% mantiveram a mesma carga e 23% dos respondentes afirmaram que diminuíram.
O aumento da carga de trabalho está diretamente relacionado à faixa salarial, segundo ao levantamento. Para 52,8% dos respondentes que recebem acima de 15 salários mínimos, houve esse aumento de demanda. Enquanto para mais da metade (51,5%) dos que recebem menos de três salários mínimos houve queda no horário de expediente.
O levantamento revela ainda que a capacidade de concentração tem relação direta com a questão da estabilidade no emprego. A maioria dos respondentes (45,8%) afirmou não estar confiante de que permanecerá empregada nos próximos 12 meses e tem mais dificuldade de manter o foco no seu cotidiano. Entre aqueles que não estão confiantes, mas também não desconfiam que permanecerão empregados, o índice é de 30,9%. Já os que confiam que estarão empregados, o número é de 34%.
Em relação à Geração, o trabalho remoto também possui distintos impactos. Por mais que os Baby Boomers (nascidos entre 1940 e 1960) não sejam nativos digitais, a pesquisa indicou que essa geração é a que está lidando melhor com o trabalho no isolamento social. Os respondentes da Geração X (nascidos entre 1960 e 1980) e Geração Y (nascidos entre 1980 e 1995) indicaram o mesmo padrão de dificuldade em relação aos desafios do trabalho remoto. Por fim, a Geração Z (nascidos entre 1995 e 2010) é a que mais está sofrendo com as mudanças exigidas pelas circunstâncias atuais.
Outro fator que influi na produtividade no período de trabalho em home office é o porte da empresa em que os entrevistados atuam. Para 49,6% dos funcionários de multinacionais, manter a produtividade tem sido fácil. Uma possível explicação para o resultado é que empresas multinacionais costumam ter processos de trabalho mais definidos e constantes. Quando se trabalha em empresas nacionais, manter a produtividade tem sido fácil para 42,7% dos respondentes. Já para aqueles que atuam especificamente em startups, 32,5% consideraram tranquilo. O que pode explicar esta diferença é o fato de que o trabalho realizado pelos funcionários de startups é mais suscetível a alterações repentinas de escopo, o que pode ser amplificado em um momento de instabilidade econômica.
A pesquisa é uma iniciativa do FGVin com o apoio da Liga Ventures – Aceleradora Corporativa. A coleta de dados foi realizada entre os dias 13/04 e 27/04 e teve um total de 464 respondentes.
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