A “raspadinha” pode voltar e governo pretende arrecadar R$ 3 bilhões

Será que teremos a volta das famosas “raspadinhas” nas casas lotéricas de todo o país? Se depender do governo, sim. Existe a pretensão de recriar a Lotex, conhecida popularmente como “raspadinha”. 

De acordo com Marcos Barbosa Pinto, secretário de Reformas Econômicas do Ministério da Fazenda, a meta do governo é arrecadar aproximadamente R$ 3 bilhões por ano com a loteria instantânea.

Caso a raspadinha seja de fato retomada, a Caixa Econômica Federal deve ser a responsável pela operação, segundo o secretário. 

A Lotex não vem sendo explorada desde o Governo Michel Temer. No governo Bolsonaro, houve duas tentativas para privatizar a Lotex, todavia sem sucesso.

Imagem: Divulgação

Retomada da Lotex

A volta da Lotex faz parte de uma série de medidas, em processo de elaboração pela área econômica do governo, com o objetivo de aumentar a arrecadação e cumprir as metas de equilíbrio das contas públicas estabelecidas pelo novo arcabouço fiscal.

O secretário afirmou que o governo pretende estabelecer parceria com associações para a “raspadinha” ser vendida por pessoas com deficiência, como forma de promover um serviço social e criação de postos de trabalho para esse público. 

“A gente pretende ainda fazer um serviço social por meio da Lotex. A gente pretende incentivar a Caixa e os lotéricos a distribuir as raspadinhas por meio de pessoas com deficiência”, destacou Barbosa.

Barbosa indica que a recriação da Lotex constará no texto de uma medida provisória para regulamentar a tributação de apostas esportivas online.

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Taxação de sites de apostas esportivas

Portanto, a partir da edição da medida provisória, a empresa de apostas esportivas online, para poder atuar no Brasil, deverá se credenciar junto ao governo federal. Para que a empresa obtenha o credenciamento terá de:

  • Pagar outorga à União de R$ 30 milhões;
  • Ter sede no Brasil;
  • Ter capital mínimo de R$ 100 mil;
  • Ter uma série de certificados, como dos meios de pagamentos utilizados e de sistemas para evitar manipulação de resultados.
Ana Luzia Rodrigues

Formada em jornalismo há mais de 30 anos, já passou por diversas redações dos jornais do interior onde ocupou cargos como repórter e editora-chefe. Também já foi assessora de imprensa da Câmara Municipal de Teresópolis. Atuante no Jornal Contábil desde 2021.

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