Conforme o Mapa de Empresas, divulgado pelo governo federal, no primeiro quadrimestre de 2023, foram fechadas 736.977 empresas no Brasil, número que representa um aumento de 34,3% sobre o último quadrimestre de 2022, bem como um crescimento de 34,7% sobre o mesmo período de 2022.
Ao mesmo tempo, no primeiro quadrimestre de 2023, foram abertas 1.331.940 empresas, o que gerou um saldo positivo de 594.963 empresas abertas, e um total de 21.020.285 companhias ativas no Brasil.
Destas, pouco mais de 21 milhões de empresas ativas no país, 93,7% são micro ou pequenas, sendo boa parte delas compostas por microempreendedores individuais: segundo o boletim, 57,9% de todos os negócios ativos no país são MEIs.
E, conforme o Sebrae, este é o setor que apresenta a maior taxa de mortalidade de negócios em até cinco anos.
Diante disso, uma gestão financeira eficaz é um dos pilares fundamentais para o sucesso de qualquer companhia, independentemente do seu tamanho.
Para pequenas empresas, a contabilidade desempenha um papel crucial, fornecendo informações importantes para a tomada de decisões concretas e um planejamento de crescimento.
Carlos Lima, Diretor Executivo da NTW Contabilidade, explica que manter a conformidade fiscal é uma obrigação para todas as empresas. A padronização de processos internos e o uso de sistemas financeiros desempenham um papel essencial na organização.
As pequenas empresas podem adotar o regime de caixa ou competência para sua contabilização.
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O Regime de caixa é uma metodologia contábil que apropria as receitas e as despesas no período de seu efetivo recebimento ou pagamento, independentemente do momento em que foram realizadas.
Por outro lado, o regime de competência, as despesas e as receitas ocorrem por meio do surgimento dos respectivos fatos geradores, independentemente da entrada ou da saída de dinheiro do caixa da entidade.
A escolha entre regime de caixa e regime de competência depende, na maioria, da natureza do negócio e das necessidades de gestão financeira.
“O regime de caixa pode ser mais simples e direto, já o regime de competência oferece uma visão mais estratégica da saúde financeira do seu negócio. “, explica Lima.
Pequenas empresas podem optar pelo regime tributário do Simples Nacional, que unifica o recolhimento dos impostos em um único documento de arrecadação (DAS).
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No entanto, a gestão tributária adequada envolve planejamento tributário, e a implantação de um compliance fiscal, com a organização de processos fiscais, a contratação de profissionais experientes e a automação digital.
”Em relação às despesas, mesmo sem enquadrar como benefício fiscal, as pequenas empresas não podem deixar de contabilizá-las. Elas incidem diretamente no resultado da empresa”, finaliza Carlos.
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