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Negócios

Analise das Indústrias de Óleo e Gás

óleo gás

Autor: Leonardo Grandchamp

Publicado em

As maiores operadoras de óleo e gás e toda a cadeia de fornecedores e interessados na indústria têm vivido tempos nunca antes vistos na economia. Tempos exacerbados de Volatilidade, Incerteza, Complexidade e Ambiguidade (VUCA).
Chevron, Exxon, BP, Total, Saudi Aramco e Petrobras, para mencionar algumas das principais operadoras, anunciaram reduções de 20% a 30% nos investimentos em CAPEX a partir de 2020, resultando num grande impacto em toda cadeia de fornecedores de bens e serviços.

Adicionalmente, com barril de óleo a US$ 50, considerado ponto de equilíbrio para os produtores de shale nos EUA, estes terão que renegociar empréstimos com preços atuais abaixo de US$ 40 por barril, o que pode representar uma série de falências entre os produtores.

A indústria de óleo e gás é particularmente relevante para os países na região da América Latina, representando em 2019, segundo análise da EURASIA, como percentagem das receitas totais, 17,7% para o México, 12% para o Equador, 9,3% para a Colômbia e 7,9% para o Brasil.

No Brasil, os campos de exploração e produção em águas ultra profundas atraíram grandes investimentos recentemente. De acordo com a Agência Nacional de Petróleo (ANP), de 2017 a 2019, o Brasil recebeu mais do que 90% de todos bônus de assinatura no mundo, estimados em R$ 120 bilhões (cerca de US$ 30 bilhões). Isso foi possível em função da modernização do setor, com um calendário claro de leilões de novas áreas exploratórias, fim do operador único no pré-sal, entre outras, resultando numa produção diária em torno de quatro milhões de barris de petróleo, permitindo exportações de um milhão de barris.

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Como os livros de administração nos ensinam, planejar ações de curto e médio prazos para cenários diferentes, focar em proteção de Caixa, com técnicas de Orçamento Base Zero (OBZ), revisar estrutura de capital, ficar próximo aos clientes, proteger a cadeia de fornecedores ao máximo e continuar investindo em pessoal e na comunidade, estão entre as ações de curto e médio prazo.

Para o futuro, estou confiante que, apesar da dificuldade em prever o momento exato, as companhias que executaram o dever de casa de forma diligente, as que inovaram mais e continuaram focando em digitalização e automação e em novos modelos de negócios, recuperarão sua competitividade e sobreviverão.

Por Manuel Fernandes é sócio da KPMG líder do setor de Energia e Recursos Naturais na América Latina.

A KPMG é uma rede global de firmas independentes que prestam serviços profissionais de Audit, Tax e Advisory.

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