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Anderson Torres permanece preso e sem data de depoimento marcada
Neste sábado (14), o ex-secretário de Segurança do Distrito Federal e ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres, foi preso no aeroporto de Brasília.
Torres, foi levado do aeroporto para o 4º batalhão da Polícia Militar do DF, onde permanece preso provisoriamente. No mesmo dia, Torres passou por uma audiência de custódia.
Após a audiência, Airton Vieira, desembargador do caso, considerou que não houve violações aos direitos do ex-secretário, e que a prisão foi legal e por essa razão será mantida.
Anderson Torres segue sem data de depoimento marcada, tudo dependerá da decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que decretou sua prisão.
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Minuta com teor golpista
Durante busca e apreensão na última terça-feira (10) na casa do ex-ministro da Justiça Jair Bolsonaro Anderson Torres, a Polícia Federal (PF) encontrou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um projeto de decreto sobre a instauração do estado de defesa. . ).
A intenção do texto seria a de mudar o resultado da eleição em que Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceu e se tornou o novo presidente do país. O documento estava no armário de Torres.
O ex-ministro em sua rede social escreveu uma justificativa, explicando que o documento estava em uma “pilha de documentos a serem descartados” e que tudo seria levado “oportunamente ao MJSP” para trituração.
Segundo Torres, por não estar em casa no momento da busca, o documento foi descontextualizado, o que ajudou a “alimentar falsas narrativas” contra ele.
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Determinação
A decisão de prender Torres foi expedida por Alexandre de Moraes nesta terça-feira (10). Torres estava de férias em Orlando, nos Estados Unidos, mesma cidade onde está Jair Bolsonaro.
No mesmo dia em que foi anunciada a decisão, a PF iniciou sua ação, à tarde a polícia foi até a residência de Torres no condomínio Jardim Botânico, área nobre de Brasília.
Moraes justificou os pedidos alegando que os ataques foram omitidos e aprovados pelas autoridades do DF. Ele argumenta que nada justifica a omissão e a clemência do Secretário de Segurança Pública e do Comandante-em-Chefe da Polícia Militar.
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