A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) determinou nesta quinta-feira (23) que fosse interditado e recolhido lotes do medicamento losartana, que é usado para o tratamento de hipertensão (pressão alta) e insuficiência cardíaca. O princípio ativo é um dos mais utilizados contra estas doenças no Brasil.
Segundo informações, foi constatado impureza “azido” em concentração acima do limite de segurança aceitável. Isso pode acontecer durante o processo de fabricação do insumo farmacêutico ativo e tem potencial de mutação.
A Anvisa está orientando os usuários que estão fazendo o tratamento com o medicamento a não interromper a medicação, mesmo que sejam de um dos lotes afetados.
“A hipertensão e insuficiência cardíaca exigem acompanhamento constante e qualquer alteração no tratamento deve ser feita somente pelo médico que acompanha o paciente. Deixar de tomar o medicamento pode trazer riscos para a saúde do paciente”, destacou a Anvisa.
A agência também informou que foi preciso fazer uma avaliação para determinar a extensão de recolhimento, “sobre o impacto no mercado brasileiro e a necessidade de continuidade dos tratamentos, já que a losartana é o anti-hipertensivo e um dos medicamentos para insuficiência cardíaca mais utilizado no Brasil”.
Também foi divulgado que a ação deve servir para adequar os produtos utilizados no Brasil aos limites técnicos previstos para a presença deste contaminante
O prazo máximo para conclusão do recolhimento desses produtos é de até 120 dias, contados da data da publicação da resolução que determinou o recolhimento (23 de junho de 2022).
A Anvisa concluiu que os lotes que foram mantidos no mercado são considerados seguros e podem ser consumidos.
O recolhimento é referente a lotes específicos de medicamentos de Losartana das empresas Ache, Biolab, Brainfarma, Cimed, Eurofarma, Geolab, Teuto, Prati, nos quais o controle de qualidade identificou a presença da impureza azido acima do nível recomendado.
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