O ano de 2015 foi desafiador e ‘bastante complexo’, definiu o CEO da Stefanini, Marco Stefanini, em encontro com a imprensa nesta segunda-feira, 14/12, em São Paulo. Mas ele teme, mesmo, o ano de 2016, especialmente, com as mudanças tributárias previstas pela equipe econômica – a mais recente a das alíquotas do PIS/COFINS, que opõe a indústria à área de serviços.
Pela proposta do governo, defendida pela equipe econômica e pela Receita Federal, serão três alíquotas para o PIS em 2016: uma reduzida para empresas nas áreas de saúde, educação, rádio e televisão, tecnologia; uma intermediária, para construção civil, telecomunicações, transporte aéreo, hotelaria; e uma maior, para as demais empresas. As empresas continuariam abatendo do valor do PIS, gastos com transporte, energia, matéria-prima. Mas setores como o de serviços, que hoje pagam alíquota menor, não poderão abater o principal custo, a mão de obra.
E é aqui o maior problema para uma empresa de serviço de TI no Brasil. “Eu já perdi a desoneração da folha – que trouxe mais receita para o governo, mas que fomos penalizados ainda assim – e agora podemos ter o PIS/COFINS. Se isso se concretizar, vamos ter um período muito ruim”, pontuou Marco Stefanini, que evitou falar em corte de pessoal.
Com a reoneração da folha – que passou a vigorar a partir de 01 de dezembro – as empresas de serviços estão renegociando os contratos com os clientes. “Esse não é o melhor momento para renegociar contratos, mas a nossa margem já é muito pequena. Aumentar impostos é um grande pesadelo para a área de TI”, lamentou. Apesar das dificuldades de 2015, a Stefanini deve fechar o ano com um crescimento de 11% e uma receita de R$ 2,6 bilhões.
Apesar das dificuldades de 2015, a Stefanini deve fechar o ano com um crescimento de 11% e uma receita de R$ 2,6 bilhões. O quadro de pessoal em torno de 21 mil empregados, sendo que 10 mil no exterior. “Hoje a receita maior ainda é do Brasil, mas queremos que em 2016 a maior parte venha do nosso investimento no exterior”, disse o executivo, referindo-se principalmente ao mercado norte-americano.
De acordo com a Fundação Dom Cabral, a Stefanini é a quinta empresa brasileira mais internacionalizada. De 2008, quando a instituição iniciou esse acompanhamento, até este ano, o avanço nessas áreas foi de 542%. A companhia tem presença em 37 países e só em 2015 abriu escritório em Ontário, no Canadá, e outro em Singapura.
Com centros de Inovação na Europa e em Singapura – que está trabalhando com Analytics- , a Stefanini também começa a rever o seu próprio Centro de Inovação no Brasil, com o fim da Lei do Bem. “Não estou falando em parar, mas o sinal é muito ruim. Infelizmente, aconteceu quando se estava saindo da inércia. Inovação não se faz num estalar de dedos. E agora é para segurar e entender como a situação vai se desenhar”, atestou o CEO da Stefanini.
Matéria: https://convergenciadigital.uol.com.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=41388&sid=5
[useful_banner_manager banners=21 count=1]
Como a parceria com a contabilidade protege o caixa e orienta as decisões de expansão…
Esta obrigação acessória tem seu prazo de envio até o dia 31 de julho
Como a nova padronização de campos exige uma ponte rápida entre escritórios contábeis, transportadoras e…
Resolução do Conselho de Recursos da Previdência Social detalha exigências específicas para cada categoria de…
Prazo de adesão ao programa da PGFN vai até 30/09. Contudo é preciso cautela com…
Proposta que unifica regras trabalhistas para jovens e pessoas com deficiência deve retornar à pauta…