Nova portaria do MTE combate deságios em benefícios de alimentação
Melhor seria aumentar a renda mensal do trabalhador para evitar gastos desnecessários que acompanham o entusiasmo de final de ano
O 13º salário foi criado com a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), nos anos 1960. Esse direito trabalhista não é um ganho extra, mas sim uma imposição legal que, então, obrigou as empresas a reduzir em um doze avos o pagamento mensal aos funcionários, exigindo a entrega desse valor em uma ou duas parcelas perto do fim do ano. Foi a solução que o Estado paternalista encontrou para ajudar as famílias a se organizar para a típica concentração de gastos de fim e de início de ano, principalmente impostos sobre a propriedade de bens imóveis e de automóveis. Teoricamente, receber o dinheiro de maneira concentrada no fim do ano facilitaria o pagamento dos compromissos com o Estado e diminuiria o endividamento da população.
Meio século depois, o resultado desse planejamento forçado é o oposto do que se esperava. Para sobreviver, o comércio concentrou forças no Natal, para aproveitar a época do ano em que mais dinheiro circula na economia. As famílias, com rendimentos mais achatados, fizeram do fim do ano seu momento de redenção, fartura e alívio das dificuldades enfrentadas ao longo do ano. No Natal e no Réveillon, a regra é comemorar, desfrutar. Depois se pensa em pagar a conta.
E essa conta chega, logo no início do ano. Após tanta celebração, o 13º se vai. E, com ele, vai-se também a capacidade de liquidar, à vista, IPVA, IPTU, matrículas e material escolares, anuidades de associações e outros compromissos de início de ano. Sem a verba, esses gastos são parcelados ao longo do ano. Isso tira o fôlego do orçamento mensal e expõe as famílias a uma menor margem para lidar com imprevistos. O resultado é conhecido: dívidas se acumulam ao longo do novo ano e comprometem por antecipação parte do 13º que está por vir. É ruim para as famílias, que perdem parte de sua renda no pagamento de juros e limitam o sentimento de recompensa ao período natalino. É ruim para o comércio e a indústria, que se organizam para atender ao pico de demanda de fim de ano e têm de administrar a estrutura ociosa nos outros meses.
O 13º salário prejudica uma economia habituada a comprar a prazo. Melhor seria extinguir esse benefício e aumentar a renda mensal do trabalhador em um doze avos. Isso geraria mais disciplina no consumo, redução da sazonalidade no comércio (com a consequente diluição de custos ao longo do ano) e menor risco de endividamento familiar. Haveria mais dinheiro circulando na economia, em vez de maiores pagamentos de juros aos bancos. Porém, seria impopular eliminar o direito que é hoje a salvação do consumo. Quem se habilitaria?
GUSTAVO CERBASI – https://epoca.globo.com/colunas-e-blogs/gustavo-cerbasi/noticia/2015/12/o-13-salario-deveria-ser-extinto.html
Como a nova padronização de campos exige uma ponte rápida entre escritórios contábeis, transportadoras e…
Resolução do Conselho de Recursos da Previdência Social detalha exigências específicas para cada categoria de…
Prazo de adesão ao programa da PGFN vai até 30/09. Contudo é preciso cautela com…
Proposta que unifica regras trabalhistas para jovens e pessoas com deficiência deve retornar à pauta…
Editais oferecem descontos e parcelamentos para débitos em contencioso administrativo. As adesões vão até 30…
Essa obrigação acessória busca promover a integração dos fiscos federal, estaduais e do Distrito Federal