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Ataque aos Três Poderes: Ministério da Justiça já recebeu mais de 100 mil denúncias
O Ministério da Justiça abriu um canal, para que pessoas que eventualmente reconhecessem os manifestantes envolvidos nos ataques de 8 de janeiro, pudessem comunicar as autoridades.
Desde então, o canal tem recebido uma serie de denuncias, sobre o paradeiro dos manifestantes, em menos de um mês de funcionamento o canal de denúncias recebeu mais de 100 mil informações sobre possíveis envolvidos nos atos antidemocráticos.
O objetivo do canal também é o de identificar principalmente quem financiou os atos golpistas, qualquer pessoa pode enviar informações para o e-mail: denú[email protected].
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Denúncias e analises
O ministério pede que seja denunciado informações que vão desde links de páginas de redes sociais, até vídeos anexos, tudo que possa auxiliar nas investigações sobre os supostos participantes nos atos antidemocráticos.
Todas as denúncias que chegam, estão sendo analisadas pela secretaria de acesso à justiça. O secretário Aldo Pereira disse que a prioridade é identificar quem destruiu o patrimônio histórico do país e quem organizou e financiou os atentados contra os três poderes.
Ele destacou ainda que a democracia segue inabalada e os criminosos vão responder pelos crimes, uma informação importante é que todos os dados que chegam são mantidos sobre sigilo, por essa razão, não está sendo divulgado o quantitativo de denúncias recebidas por estado.
Assim que chegam, os dados passam por uma análise prévia uma espécie de triagem e depois são encaminhados para a Polícia Federal, que é a responsável por iniciar as investigações.
Flávio Dino destacou que o objetivo é de que a responsabilidade penal, e vai além dos que estiveram presencialmente na Esplanada, mas sim chegar principalmente a quem financiou e quem organizou os atos.
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PGR denuncia mais 54 pessoas
A procuradoria geral da república e o Ministério Público denunciou 54 pessoas por suposta participação nos atos golpistas do dia oito de Janeiro.
Todos os denunciados, responderam por associação criminosa, incitação das Forças Armadas contra os três poderes, eles foram detidos no acampamento em frente ao quartel general do exército em Brasília.
Os denunciados passaram por audiência de custódia, e seguem presos no distrito federal, em 15 dias foram apresentadas ações contra 98 pessoas.
Existe um grupo de combate aos atos antidemocráticos no Ministérios Público, coordenado por Carlos Frederico Santos (subprcurador geral da Republica), ele diz que não foi possível enquadrar as pessoas como terroristas.
A razão do não enquadramento se dá pela existência de uma lei aprovada pelo congresso em 2016, onde o terrorismo é caracterizado como condutas tomadas por razões de xenofóbicas, discriminatórias ou por preconceito de raça, cor, etnia e religião.
O presidente do senado Rodrigo Pacheco já havida dito que, os manifestantes poderiam ser processados por crimes análogos ao terrorismo ou seja parecidos com o terrorismo, e que de fato eles não se enquadram na definição que a lei dá.
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