Fonte: Google
O Pronampe (Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte) permitiu que pequenas empresas procurassem em grande escala aos bancos brasileiros, para ter acesso ao benefício.
Nesta segunda fase, muitas instituições financeiras atingiram o seu limite de crédito oferecido pelo Governo Federal em poucos dias.
Só no Banco do Brasil (BB), foi liberado R$ 1,8 bilhão para o Pronampe em questão de apenas 3 horas de atendimento. Na quinta-feria (3), o BB atendeu em torno de 30.782 empresas, que queriam o empréstimo de R$ 57.800, em média.
Levando em conta a primeira fase e a atual, o banco já liberou R$ 6,8 bilhões para as pequenas empresas.
Segundo Carlos Motta dos Santos, vice-presidente de negócios de varejo da Estatal, desde março até agora, o BB já emprestou R$ 47 bilhões nas linhas de crédito direcionados para as micro e pequenas empresas.
Os grandes bancos ficaram de fora do Pronampe na primeira fase, como foi o caso do Santander e Bradesco. Eles também atingiram o limite da linha de crédito.
De acordo com o Bradesco, apenas em 24 horas, foi liberado a seus clientes R$ 1,3 bilhão que estava disponível. Enquanto isso, o Santander esgotou todos os recursos, R$ 1,3 bilhão, logo na primeira operação, no dia 3 de setembro.
Caixa Econômica Federal
Ainda possui limites para operar com o Pronampe, de R$ 2,55 bilhões, e já havia emprestado até a terça-feira (8), aproximadamente R$ 1,8 bilhão. Por fim, a CEF anunciou também que iria destinar 50 milhões de reais do Pronampe para atender empresas com faturamento anual de até R$ 360.000.
Está com o programa aberto e tem dado preferência para atender os clientes elegíveis que não conseguiram recursos na primeira leva do programa.
O Pronampe é um programa muito bem-sucedido da crise da pandemia do novo coronavírus. Só na primeira etapa, foram liberados R$ 18,7 bilhões em crédito para 211.000 empresas.
Entretanto, há possibilidades de linhas de crédito para PMEs durante esse momento de crise.
O Programa Emergencial de Acesso a Crédito (Peac), que é operado pelo BNDES, é um exemplo, já liberou mais de 40 bilhões de reais de crédito, segundo informou o banco na terça-feira (8).
O programa tem o objetivo de ajudar empresas com faturamento entre R$ 360.000 e R$ 300 milhões. Ele foi criado em junho e vai até dezembro de 2020.
Por fim, para ajudar os empresários, o Sebrae tem reunido as principais linhas de crédito anunciadas pelas instituições financeiras do país.
Edição por Jorge Roberto Wrigt Cunha – jornalista do Jornal Contábil
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