Capital de giro é um capital necessário para as empresas tocarem seus negócios em curto prazo.
Impostos, clientes, fornecedores, tudo isso envolvem o capital de giro.
Todo empresário que queira aderir o capital de giro em uma crise é necessário que ele tenha estratégias desde o trato com os clientes e fornecedores até a revisão da operação na campanha.
Tenha em mente o seguinte pensamento “No momento de crise, pense nela em curto prazo, pois se você não conseguir passar pelo curto prazo, não sobreviverá no longo prazo”
Se você é empresário e não sabe como conseguir o capital de giro sem recorrer ao banco, leia nosso texto até o final, vamos te dar 8 estratégias completas para você ter capital de giro sem recorrer ao banco.
O melhor jeito para sair de uma crise a curto prazo, é antecipar as vendas e os seus recebimentos, mas para isso você deve colocar em um papel todas essas perguntas que eu vou citar agora:
Entenda que essas perguntas fazem parte da sua estratégia para você sair da crise, por que é com base nelas que você empreendedor vai dar o primeiro passo para controlar o que deve ser feito ou não.
Feito isso é hora de seguir o passo a passo da estratégia para adiantar seus recebimentos:
Passo 1: Priorize as vendas à vista ou vendas no cartão de crédito. Pra vendas no cartão, antecipe-as com o seu banco ou com a própria operadora do cartão. Caso for vender a prazo, priorize o boleto bancário cheques e créditos em conta não são recomendados.
Passo 2: Esteja ciente do seu público para decidir se vai vender à vista ou a prazo, pois, existem estratégias diferentes de venda para cada tipo de público:
Mas qual a diferença entre receber à vista ou a prazo?
Tenha em mente o seguinte: dinheiro no tempo muda de valor, decorrente da inflação e juros.
Vendas a prazo precisam ter embutidas no seu cálculo o seu custo de capital mais o risco da inadimplência.
Preço à vista, por definição, é diferente do preço a prazo.
Receber R$ 100 hoje é diferente de receber R$ 100 daqui a 6 meses.
Passo 3.1: Caso você venda a prazo usando cartão de crédito: a taxa inerente ao risco de inadimplência é a taxa do cartão, sendo assim coloque as taxas de juros do seu custo de capital (quanto o banco te cobraria para emprestar dinheiro).
Passo 3.2: Caso você venda usando boletos:
Passo 4: Ao prestar serviços ou vender produtos, certifique-se de que eles foram aceitos pelo cliente- nota fiscal, recibos de quitação dos serviços, dentre outros- bata um papo com seu contador sobre o tema.
Passo 5: Sempre utilize mecanismo de comunicação com seus clientes, lembrando-os das vendas realizadas e das datas de pagamento.
Passo 6: Mantenha as informações dos seus clientes atualizadas para ter um bom relacionamento comercial.
Passo 1: Seus produtos parados no estoque é dinheiro gasto à toa.
Passo 2: Pegue seus produtos de menor giro e faça promoção, pois, é sobre os produtos com menos demanda que você pode dar desconto, não sobre os que você mais vende.
Passo 3: Não tenha o hábito de superstoque, pois, pode ser danoso ter estoques para mais de 30 dias, dependendo da sua atividade.
Passo 4: Dê prioridade a compra de produtos com maior giro, pois, isto significa liquidez, se torna a capacidade de tornar o produto em dinheiro, não compre nada que possa ficar muito tempo no estoque.
Claro que você deve pagar seus impostos, mas não necessariamente à vista.
Tenha uma conversa com o seu contador da possibilidade de parcelar impostos.
A multa pode parecer cara, mas o prazo do parcelamento e os juros cobrados acabam se diluindo no tempo.
Passo 1: Jamais deixe de pagar salários, pois, isso é o começo do fim, ao invés disso, caso realmente esteja precisando reduzir os salários dos seus colaboradores, dê uma olhada nas medidas provisórias implementadas pelo governo para as empresas superarem a crise sem precisar demitir os funcionários.
Passo 2: Analise profundamente a eficiência da sua empresa, pois, em momentos de crise é hora de voltar para dentro e se tornar mais enxuta e eficiente, tenha em mente em como automatizar processos e tornar as horas de trabalhos mais produtivas.
Passo 3: Utilize o expediente de férias para fechar temporariamente parte do negócio, se as vendas do seu negócio diminuíram, você pode antecipar as férias, sendo assim quando o cenário econômico melhorar, você terá mais pessoal para lidar com a grande demanda.
Não invista a longo prazo!
Todos os investimentos com prazo de retorno esperado acima de 6 meses devem ser suspensos.
Uma dica: Invista somente naquilo que trará retorno a curto prazo.
É importante ter criatividade para entender do que o seu cliente precisa e atendê-lo onde ele estiver.
Passo 1: Se você tem uma loja que não está vendendo bem, pense na possibilidade de fechá-la e aposte somente naquelas que estão te trazendo saldo positivo, ou aposte no online.
Passo 2: Parcele o pagamento de eventuais rescisões-trabalhistas ou com fornecedores. Parcelamento pode ser uma boa solução, para isso converse com seu contador para entender os prazos e juros.
Passo 3: Foque nas vendas onde você tem mais lucro, priorize produtos de maior giro. Procure clientes que sempre compram com você, ligue para eles, pergunte do que estão precisando e se precisam que você entregue na casa deles.
Passo 4: Vendas eletrônicas e delivery devem ser analisados, quanto mais praticidade você der para o cliente, mais satisfeito ele ficará e mais produtos ele irá comprar da sua loja, acredite o bom atendimento é a alma do negócio.
Corte os custos e despesas ao máximo.
Passo 1: Analise seu processo e torne – os mais fluidos e eficientes. Aposte em redução de trabalho manual, automatize o que for possível.
Passo 2: Viagens, marketing em produtos que não são carro-chefe, tudo isso deve ser revisto, o que não for necessário deve ser analisado.
O bom empreendedor precisa ter em mente que o atendimento é a alma do negócio, redução dos gastos, estratégias e um bom relacionamento com a equipe de trabalho faz a empresa fluir, pois, os funcionários são o corpo da empresa, uma boa estratégia e um trabalho em equipe é a chave para o sucesso.
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