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A pandemia trouxe para o mundo corporativo grande aceleração da tecnologia, e com o isolamento social, ganhamos uma nova companhia: o mundo remoto que era presente para alguns, mas ganhou novos tons e agora é cada vez mais democrático.
Se antes ficar em casa era sinônimo de acolhimento e relaxamento, hoje também abriga escritórios e sala de aulas, e nesse novo espaço de convivência sem barreiras muito bem definidas é muito fácil se perder o chão.
Rebeca Toyama, especialista em estratégia de carreira vem trazer a reflexão sobre a desaceleração da rotina e como momentos de lazer podem auxiliar na criatividade.
Recentemente, um estudo feito pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) mostra o quão pode ser agressivo à saúde trabalhar até altas horas. Segundo o levantamento realizado em mais de 150 países, mostrou que jornadas de trabalho de mais de 55 horas semanais torna os profissionais mais propensos a terem doenças cardíacas e acidentes vasculares cerebrais.
“Não é surpresa que estamos nos sentindo cansados após um ano marcado pela morte e a solidão. Podemos observar nestes casos de sobrecarga a síndrome de burnout, que é conhecida como o distúrbio emocional causado pelo esgotamento profissional, e precisamos ficar atentos a isso também.
Ou seja, precisamos sempre nos perguntar: será que não está na hora de se desligar um pouco?”, ressalta Rebeca Toyama, especialista em estratégia de carreira.
Criatividade, originalidade e iniciativa é a quinta habilidade destacada no ranking do “Relatório Futuro do Trabalho” do Fórum Econômico Mundial, e convida todos a resgatar a originalidade natural da essência do ser humano para que seja capaz de promover iniciativas que resolvam desafios no cenário atual, integrando os conhecimentos à tecnologia. E de acordo com a especialista, essa é a combinação perfeita para o homem vencer as máquinas.
Fazer pausas não significa perder tempo, e sim, ganhar mais produtividade. Todos sabem que a sobrecarga não melhora o rendimento, e para se ter uma boa dose de criatividade, os momentos de pausas são essenciais para ativar essa ‘tecla’. E por sua vez, os momentos de lazer também podem ser um aliado muito importante para a melhora do rendimento.
“Um exemplo de que aumenta ainda mais a produtividade, é quando olhamos para os nômades digitais. Os profissionais que levam a vida dessa forma, além de conhecer novos lugares, estabelecer novos vínculos, ter flexibilidade de horário e local, conseguem ter mais aproveitamento criativo.
E por esses fatores, que podem ser inspiradores, faz com que o dia seja mais produtivo, saindo daquela rotina que muitos não aguentam mais. ”, comenta, Rebeca.
A criatividade também pode ser melhorada através de pequenas mudanças de hábitos e estilo de vida. E segundo o psicólogo cognitivo John Kounios, especialista em criatividade da Universidade Drexel dos EUA, explica que vários estudos demonstraram que estar de bom humor estimula a criatividade.
Para se desenvolver a habilidade de criatividade precisa-se entender que existem diferentes estilos e perspectivas de solucionar problemas, e abrir espaço para diferenças de opiniões, visões divergentes é primordial para ativar a criatividade, pois o resultado é uma perspectiva mais rica e precisa do mundo.
Já para a originalidade, é necessário investir no autoconhecimento para se ter a percepção da originalidade da sua identidade sem influência das nossas redes de contato, que sempre estão cheias de pessoas com experiências, visões e crenças semelhantes.
Nossos estilos de vida são muitas vezes baseados em escolhas influenciadas por crenças e ideias que não são nossas, então, ter iniciativa é ser proativo e muitas vezes sair da zona de conforto, sem medo da crítica.
“A criatividade é proporcional ao que sabemos e vivemos, por isso, saia da rotina, conheça pessoas e aprenda coisas novas, se quiser ter ideias mais originais. E aproveite esse momento para reavaliar a tomada de decisões, pois pode melhorar e muito a habilidade de liderança.
As pessoas que fingem saber de tudo acabam errando mais ou não fazendo nada. Além de tirar um peso das costas, reconhecer a que temos pontos cegos vai te deixar mais confiante para ter iniciativa para melhorar na vida profissional e pessoal. ”, finaliza Toyama.
E para ajudar os profissionais aprenderem essa nova habilidade, a especialista em estratégia de carreira, Rebeca Toyama, preparou 3 principais dicas.
Por Rebeca Toyama
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