Imagem Canva Pro
O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) poderá passar por uma profunda reestruturação nos próximos meses. O relator da comissão especial da Câmara dos Deputados que analisa o tema, deputado Aureo Ribeiro (Solidariedade-RJ), apresentou nesta semana seu parecer sobre o Projeto de Lei 8085/14. O texto unifica mais de 270 propostas e traz mudanças profundas, incluindo a permissão para que jovens a partir de 16 anos assumam o volante.
A votação do parecer foi adiada devido a um pedido de vista coletivo, mas o colegiado deve retomar a análise no dia 7 de julho. A expectativa da presidência da comissão é que o projeto siga para o Plenário da Câmara já no dia 8 de julho.
A medida mais impactante da proposta cria a Permissão para Dirigir (PPD) para jovens com mais de 16 anos. Pelo texto, o menor de idade poderá conduzir carros (categoria B) no perímetro urbano entre 5h e 23h59, desde que acompanhado por um adulto habilitado há pelo menos dois anos.
Para motos de até 150 cilindradas (categoria A), o jovem poderá pilotar desacompanhado, mas respeitando os mesmos limites de horário e local. Segundo o relator, o objetivo é garantir uma formação gradual sob supervisão e facilitar o deslocamento para estudo e trabalho.
O projeto também reduz a idade mínima para motoristas profissionais das categorias D e E de 21 para 20 anos, visando suprir a falta de profissionais no transporte de cargas e passageiros.
Leia também:
O substitutivo propõe uma simplificação no processo de formação de condutores para reduzir os custos tirando a habilitação. A proposta estabelece um teto nacional de taxas: R$ 30,00 para a abertura do processo e R$ 50,00 para cada exame realizado.
Além disso, os candidatos poderão optar por fazer a prova prática em veículos com câmbio automático.
A carga horária mínima de aulas práticas cairá para 5 horas-aula nas categorias A e B, e os cursos teóricos poderão ser realizados totalmente na modalidade à distância (EAD). Aos 18 anos, o condutor receberá a CNH definitiva de forma automática e gratuita, caso não tenha cometido infrações graves ou gravíssimas.
Para a população de baixa renda, o projeto fortalece a CNH Social, que passará a ser financiada por 5% do valor das multas de trânsito arrecadadas em cada estado.
Pelo novo texto, as autoescolas passam a se chamar oficialmente Escolas de Trânsito. Uma das novidades é a permissão para que instrutores autônomos atuem como Microempreendedor Individual (MEI) para as categorias A e B, desde que os carros tenham duplo comando de freios e monitoramento.
No entanto, esses profissionais não poderão dar aulas para menores de 18 anos. A medida gerou preocupação na oposição sobre a possível precarização dos direitos trabalhistas da categoria.
Na área da saúde, o projeto passa a exigir avaliação psicológica em todas as renovações da CNH, e não apenas na primeira habilitação. Também será criado o Prontuário Nacional do Condutor para centralizar as perícias médicas e impedir a omissão de restrições de saúde entre diferentes estados.
A proposta também mira as novas tecnologias de mobilidade e fiscalização:
Programa permanente oferece juros competitivos e garantias do governo para negócios com faturamento de até…
IN estabelece critérios de prioridade e busca substituir o modelo tradicional de fiscalização por diálogo…
Fim do teto de R$ 500 equipara a modalidade por aproximação e bancos têm até…
Decisão do STF e regras de transição garantem direito a categorias específicas mesmo após a…
Impasse sobre o teto do faturamento opõe equipe econômica e deputados. Entenda o impacto para…
Criminosos usam falsas ameaças de cancelamento de CNPJ e boletos clonados para extorquir dinheiro de…