Agliberto Lima/AE/VEJA
Segundo a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) o custo da energia para indústria brasileira poderá atingir, no final do ano que vem, R$ 459,20 por megawatt-hora (MWh), elevando-se a até R$ 493,50 por MWh ao final de 2016.
Para a federação a recuperação dos níveis dos reservatórios somente em 2017 e a continuidade do acionamento de termelétricas em 2015 e 2016 são os grandes responsáveis por esse aumento.
Essas informações estão disponíveis no estudo Quanto custará a energia elétrica para a indústria no Brasil?, divulgado pela Firjan. Durante o estudo foi levado em conta também a inserção de fontes mais baratas na matriz, conforme definido no Plano Decenal de Expansão de Energia, elaborado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE); e a bandeira tarifária vermelha durante os dois próximos anos, em função do alto despacho térmico.
Somente nesse ano o custo da energia elétrica já subiu 23%, e segundo o estudo o aumento poderá ser ainda maior em 2015, atingindo 27,3%. Para 2016, com o que já se consegue enxergar, estão contratados mais 7,5% de aumento [do custo].
Em relação ao preço de R$ 263 por MWh, registrado em janeiro do ano passado, o custo de energia elétrica para a indústria chegará a 2016 acumulando aumento de quase 90%. O que é preocupante já que o setor industrial.
Para os representantes da entidade ajudaria a aliviar um pouco a subida do custo de energia no Brasil se não fossem cobrados impostos do pagamento dos empréstimos a partir do ano que vem. A isenção da indústria da cobrança de tributos sobre o aditivo tarifário trazido pelos aportes fará cair de 36,8% para 32,3% o aumento do custo de energia previsto para a atividade industrial. Dessa forma, o custo médio da energia para a indústria ficaria em R$ 447,60 o MWh em 2015, e R$ 477,30 por MWh, em 2016.
Energio Nordeste
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