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Devo investir a restituição do imposto de renda?

A tão aguardada restituição do imposto de renda em 2021 já começou, o primeiro lote aconteceu em 31 de maio, sendo o maior lote restituído da história em valor pago e em número de contribuintes, de acordo com o fisco.
São mais de R$ 6 bilhões e o número de pessoas ultrapassa 3 milhões.
Ao todo, serão cinco lotes de restituição, sempre no final dos meses até setembro.
Somente em 2020, foram mais de R$ 23 bilhões restituídos pelo fisco. Com isso, surge uma pergunta: o que fazer com o valor recebido?
O assessor de investimento da iHUB, Daniel Abrahão, explica que desde que as dívidas estejam quitadas e o consumo necessário seja feito, o próximo passo é investir, sempre de acordo com o perfil e os objetivos de cada contribuinte, de preferência com a ajuda de um especialista.
Quando essa devolução de impostos acontece, são recursos que não estávamos esperando, neste sentido, um dos destinos possíveis é iniciar ou aumentar os investimentos.
Abaixo, Abrahão lista quatro dicas de como começar a investir com o valor da restituição:
- A primeira etapa é começar a formar um fundo de reserva, investimentos que podem suprir alguma necessidade em uma emergência de gastos;
- Esqueça a história de que investir é somente para quem tem muito dinheiro, com um valor pequeno é já possível começar a investir;
- A reserva de emergência deve ser constituída com investimentos de rápido resgate e conservadores, como Títulos Públicos e CDB com liquidez, ou até fundos de investimentos conservadores;
- Assim que o fundo estiver formado, o próximo passo é diversificar o portfólio de investimentos, como diz o ditado “nunca coloque os ovos em uma cesta”, por isso, o mantra da diversificação deve ser sempre respeitado. Algumas opções são os investimentos internacionais, alternativos, setores diferentes e de maior prazo;
Opções de investimentos para quem está começando
Bolsa de valores: é indicado para o investidor que aceita correr mais riscos. A possibilidade de ganhos acima da média não deve levar o investidor a concentrar uma porcentagem muito alta em ativos de risco. Devido a volatilidade, ou seja, o sobe e desce nos preços, ter um longo horizonte de investimento e contar com a ajuda de um especialista, é muito importante.
A taxa Selic em patamares historicamente baixos e o aumento da liquidez global pelos instrumentos dos Banco Centrais e governos para conter a crise da covid-19, faz com que investimentos na Bolsa sejam uma opção. A B3 recentemente está entre as melhores do mundo em termos de performance nos últimos 3 meses, subindo +12,5% em reais e +22% em dólares.
CDB’s: o Certificado de Depósito Bancário (CDB) pode ser uma alternativa, principalmente se o horizonte de investimentos for maior. Os CDB’s assim como Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e do Agronegócio (LCA), podem ser atrelados à inflação, pré-fixados ou o mais comum, acompanhar a SELIC.

São investimentos mais conservadores, mas vale ressaltar que observar a qualidade da empresa emissora do crédito é importante, mesmo que essas opções sejam cobertas pelo Fundo Garantidor de Crédito em caso de inadimplência do emissor.
Títulos Públicos Federais: caso a intenção do investidor seja a segurança, abrindo mão parcialmente da rentabilidade, o Tesouro Selic e o Tesouro IPC-A são boas opções por serem considerados os investimentos mais seguros.
De acordo com o assessor de investimentos, existem diversas outras possibilidades de alocação dos valores recebidos pela restituição. O brasileiro vem, recentemente, se acostumando a investir e, definitivamente, o tema está em alta e deve perdurar. Assim como mercados mais maduros como, Estados Unidos e Europa, os investimentos vêm cada vez mais fazendo parte das conversas entre amigos ou na família.
Atualmente, o brasileiro tem mais de 1 trilhão de reais na poupança, segundo o Banco Central. “Com o valor da restituição em mãos, é recomendado que as pessoas estudem as melhores possibilidades de investimentos. Para a grande maioria que ainda vai receber esse valor extra, é indicado se informar e buscar a ajuda de um especialista em investimentos, para que assim seja possível a busca de melhores resultados”, finaliza, Abrahão.
Sobre Daniel Abrahão
Daniel Abrahão é assessor de investimentos e sócio da iHUB Investimentos, empresa especializada credenciada pela XP Investimentos. Possui mais de 2,5 mil clientes, somando mais de R$1 bilhão em valores investidos.
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