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A oscilação do dólar nas últimas semanas tem refletido a expectativa sobre alguns eventos políticos, como a aprovação da Reforma da Previdência no Brasil e o corte de juros nos Estados Unidos pelo Federal Reserve. Para o especialista em mercado de capitais e professor dos cursos de pós-graduação da Faculdade Fipecafi, Estevão Garcia Alexandre, o dólar apresentou uma queda de, em média, 5%, em relação ao mesmo período no ano anterior. “Hoje o dólar PTax, que é a média do Banco Central, está em torno de R$3,75/Dólar, enquanto no mesmo período, a moeda estava em R$3,94/Dólar. Por isso, para saber se estamos em uma boa cotação tanto para comprar, como para vender, é preciso analisar como se comportou no período de um ano”, explica.
O especialista comenta, ainda, que em setembro de 2018, o dólar teve sua cotação máxima em R$ 4,19/Dólar, devido às eleições no final do ano. “Neste período, o dólar teve uma mínima de R$ 3,64/Dólar. Com a definição das eleições, houve uma grande variação de cotação do dólar em mais de 13%, por isso, as pessoas sempre se questionam sobre o momento ideal para compra e venda da moeda americana”, completa.
Para Garcia, a compra e venda do dólar devem ser programadas. “Se for para fazer uma viagem programada para o exterior, por exemplo, a sugestão é comprar o dólar periodicamente, uma vez por mês ou por semana, de acordo com o orçamento mensal, para evitar surpresas nas oscilações das cotações. O mesmo serve para a venda da moeda, indico que o indivíduo faça a venda aos poucos”, afirma.
Legenda: Cotações diárias de julho de 2018 até 18 de julho de 2019 (Fonte: Economática)
Os investimentos, também, devem ser avaliados a partir da cotação do dólar. O especialista explica que é importante que o investidor nunca aplique o dinheiro em um único lugar, devendo diversificar os tipos de investimento. “O dólar se mostra como um investimento de risco elevado, tendo em vista que o investidor pode perder dinheiro, por isso, nestes casos, é aconselhável a consulta de uma distribuidora ou, então, um banco de sua preferência, que seja devidamente cadastrado no Banco Central (BC) e na Comissão de Valores Mobiliários (CVM). É importante lembrar que este tipo de investimento é de longo prazo e conta com um horizonte de, no mínimo, 18 meses”, finaliza Garcia.
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