Contabilidade
Entrada do Drex e os impactos no PIX. Haverá substituição do Real?
O Drex é a versão digital do real criada e gerida pelo Banco Central do Brasil

Com a digitalização das transações financeiras, o dinheiro físico está cada vez mais perdendo espaço no mercado, já que boa parte da população opta por efetuar pagamentos por cartões ou via Pix.
Neste cenário, surge o Drex (a versão digital do Real brasileiro) que tem gerado muitas dúvidas. Uma das principais é: ele vai substituir o dinheiro em papel e o popular Pix, que revolucionou a forma como os brasileiros fazem pagamentos?
De acordo com o Banco Central (BC), a resposta é não. Segundo o BC, o Drex chega para complementar e inovar o sistema financeiro, operando de forma distinta e, em muitos casos, em conjunto com as ferramentas já existentes.
Vamos, a seguir, compreender a natureza de cada um.
Participe do Portal Nacional da Reforma Tributária: Acesse em
O que exatamente é o Drex?
O Drex não é um novo dinheiro, mas sim o Real em formato digital. Isso significa que 1 Drex sempre terá o mesmo valor de 1 Real físico. Sua principal característica é ser uma Moeda Digital de Banco Central (CBDC), emitida, garantida e regulada diretamente pela autoridade monetária brasileira. Diferente das criptomoedas voláteis, o Drex manterá a estabilidade do Real.
O Drex se baseia em tecnologia blockchain e permitirá a criação e execução de contratos inteligentes. É aqui que reside o maior diferencial do Drex. Esses contratos são acordos programáveis que se auto executam quando condições pré-definidas são cumpridas.
Imagine comprar um imóvel e ter a certeza de que o dinheiro e a transferência da propriedade ocorrerão simultaneamente, sem burocracia ou risco de uma das partes não cumprir o combinado. Ao menos, essa é a promessa do Drex para transações mais complexas.
Leia também:
- Receita define regras para imposto sobre venda condicional de empresas
- Evite multas: veja as regras e novidades da Declaração do ITR 2026
- FGTS Digital ficará indisponível para manutenção
- Abertas inscrições para 2ª edição do Exame de Suficiência com novidades
- ECF: publicado o manual do leiaute 12 com novas tabelas dinâmicas
Como fica o Pix nessa história?
O Pix, por sua vez, é um meio de pagamento instantâneo. Ele permite que você transfira dinheiro de uma conta para outra em segundos, a qualquer hora do dia. Sua simplicidade e gratuidade o transformaram em uma ferramenta essencial para o dia a dia, desde o pagamento da padaria até transferências entre amigos e familiares.
A entrada do Drex, em nada vai anular a função já existente do Pix. Segundo o BC, o Pix e o Drex vão se complementar.
O Pix continuará sendo a solução ideal para os pagamentos do cotidiano, rápidos e de baixo valor. Para a maioria das transações que existem hoje – como pagar um boleto, uma compra no supermercado ou dividir a conta do restaurante –, o Pix permanecerá sendo a opção mais prática e eficiente.
Já o Drex terá um foco diferente, atuando como uma plataforma para transações de maior valor e complexidade, especialmente aquelas que envolvem ativos digitais e a necessidade de garantias ou condições de pagamento. Por exemplo:
- Compra e venda de bens de alto valor: Imóveis e veículos poderão ter suas transações automatizadas e mais seguras.
- Empréstimos e financiamentos: Novas modalidades de crédito poderão surgir, com garantias digitalizadas e condições de pagamento programáveis.
- Investimentos: Facilitará o acesso a novos produtos financeiros digitais.
Em outras palavras, o objetivo é que o Drex funcione como uma nova camada de infraestrutura para o sistema financeiro. Os usuários poderão, inclusive, transferir Reais digitais (Drex) usando as mesmas ferramentas do Pix, integrando as duas tecnologias e ampliando as possibilidades de uso do dinheiro digital.
Portanto, o dinheiro em espécie e o Pix continuarão a ser parte da rotina diária do brasileiro. O Drex, ainda sem uma data específica para entrar em vigor, adicionará uma nova dimensão ao universo financeiro, tornando certas operações mais seguras, eficientes e programáveis, sem a intenção de aposentar o que já funciona bem.
Ao menos, na teoria, é assim que vai funcionar essa nova moeda digital. Agora, resta esperar os novos passos do Governo Federal para colocá-la em prática.
Curso de Recuperação do Simples Nacional. Aprenda a recuperar o PIS e Cofins de 60 meses em até 3 dias!
Acesse: https://www.esimplesauditoria.com/curso-de-recuperacao-do-simples-nacional
Curso de Recuperação do Simples Nacional
CLT4 dias agoNovas regras do crédito consignado CLT entram em vigor
Contabilidade3 dias agoJustiça suspende aumento de imposto para empresas do Lucro Presumido
Imposto de Renda4 dias agoReceita abre consulta ao 1º lote da restituição automática do IR; veja quem recebe
Reforma Tributária3 dias agoReforma Tributária e notas fiscais: mudanças a partir de agosto
CLT4 dias agoCalendário do PIS/Pasep 2026 está definido. Veja quando cai o abono
MEI4 dias agoDesenrola MEI começa nesta segunda com desconto de até 70%
MEI2 dias agoGoverno libera R$ 2 bilhões em garantias de crédito para MEIs e caminhoneiros comprarem veículos
Fique Sabendo4 dias agoAtivo de Luxo: Quanto realmente vale a Taça da Copa do Mundo de 2026?

































Receba nossas notícias pelo WhatsApp em primeira mão.