Nesta quarta-feira, 30, as equipes de transição do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), entregaram, o primeiro relatório elaborado pelos grupos técnicos de cada área.
Os documentos são preliminares e servirão para nortear o início dos trabalhos do futuro governo Lula. Após este primeiro relatório, as equipes temáticas terão de apresentar seus pareceres finais até o dia 11 de dezembro. O PT ainda não definiu a data para encaminhar esses documentos aos futuros ministros.
O manual recomenda que sejam indicadas “eventuais revogações de atos normativos”. Para o relatório do dia 11 de dezembro, há um pedido para que os grupos indiquem contratos que vencem até 30 de abril de 2023 e que têm risco de paralisação de serviços. O documento tem um trecho dedicado à relação com a imprensa.
“Recomenda-se fortemente evitar compartilhar com a imprensa questões preliminares, que demandem decisões políticas e outras de natureza sensível”, diz o manual. Confira as propostas que farão parte do relatório de 12 grupos de trabalho.
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Na área do meio ambiente, por exemplo, o que se pretende é suspender o efeito de decretos e portarias editadas tanto pelo ex-ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles e o atual, Joaquim Leite, quanto pelo presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Eduardo Bim.
O entendimento da equipe é de que as normas não apenas emparedaram a fiscalização ambiental, como pressionaram os agentes ambientais e permitiram que infratores deixassem o processo correr, sem consequências.
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Na Educação, os integrantes do grupo temático vão incluir pedidos de verba para o Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) e para as universidades e institutos federais, por exemplo.
O PNLD chegou a sofrer um bloqueio de R$ 796,5 milhões neste ano. Parte do material previsto pelo Ministério da Educação (MEC) para estudantes do 1º ao 5º ano pode não chegar a tempo do início do ano letivo de 2023.
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Na Educação, os integrantes do grupo temático vão incluir pedidos de verba para o Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) e para as universidades e institutos federais, por exemplo. O PNLD chegou a sofrer um bloqueio de R$ 796,5 milhões neste ano.
Parte do material previsto pelo Ministério da Educação (MEC) para estudantes do 1º ao 5º ano pode não chegar a tempo do início do ano letivo de 2023.
O documento específico sobre o orçamento do setor compilado pelo PT aponta o estrangulamento de áreas cruciais. Segundo o texto, há “grande queda de orçamento em relação a 2022, como o apoio à manutenção da educação infantil (de R$ 102,2 milhões para R$ 2,6 milhões) e o apoio à implantação de escolas de educação infantil (de R$ 111 milhões para R$ 2,5 milhões)”.
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No âmbito da cultura, o PT quer destravar o acesso a recursos da Lei Rouanet, reativar o fundo de incentivo ao setor audiovisual e refazer o Ministério da Cultura, transformado em secretaria pelo governo Jair Bolsonaro (PL)
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Também está nos planos do futuro governo lançar, já em 2023, um recenseamento dos caçadores, atiradores esportivos e colecionadores de armas (CACs), grupo que cresceu por incentivos do governo de Jair Bolsonaro (PL) e elegeu membros para o Congresso. A proposta é mapear as armas que foram adquiridas legalmente por esses civis e acabaram desviadas.
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Há emergência, ainda, em áreas como a de energia, para evitar que a venda de ativos pela Petrobras avance ainda neste ano, sem que o governo eleito possa fazer qualquer análise prévia dos negócios.
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O grupo técnico de Comunicações vai apresentar sugestão de regulação das mídias digitais. A informação foi confirmada pelo ex-ministro das Comunicações Paulo Bernardo Silva. A proposta será submetida ao Congresso.
“Acreditamos que deva haver alguma medida regulatória para as plataformas digitais, sobre temas como o uso, os direitos das pessoas e responsabilização por problemas como fake news, por exemplo” comentou Paulo Bernardo.
A equipe de Lula também vai apresentar uma proposta que regulamenta as redes sociais, segundo Paulo Bernardo, ex-ministro das Comunicações. O PT ainda deve propor a redução de taxas de serviços cobrados na área de telecomunicações.
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