Os casos de trabalhadores que precisam se afastar do trabalho para tratar da saúde mental aumentam a cada ano
Depressão, ansiedade e síndrome do pânico. Todos classificam-se como transtornos mentais e seus casos aumentaram muito agravados pela pandemia.
Contudo, um transtorno mental que chama a atenção é a esquizofrenia. É um transtorno mental que faz com que a pessoa perca a noção da realidade, então, ela não consegue diferenciar o real do imaginário.
O tratamento é feito com a combinação de vários remédios, com consultas clínicas para analisar os comportamentos e a assistência psicológica. Como não existe uma cura, o tratamento costuma ser necessário por toda a vida e geralmente envolve uma combinação de medicamentos, psicoterapia e serviços de cuidados especializados.
Entre os sintomas estão as dificuldades de concentração e memória, alteração de comportamento, interação, entre outros. Por ser um diagnóstico difícil, muitos pacientes nessa situação possuem dificuldade em conseguir um benefício previdenciário pelo INSS. Muitas vezes, o pedido é negado pelo INSS, mas é possível pedir nova perícia judicial.
Nessa leitura falaremos dos pacientes esquizofrênicos e quais benefícios do INSS podem ter direito. Acompanhe.
Leia também: Ambiente de trabalho tóxico afeta a saúde mental: Evite esse problema na sua empresa
Geralmente o segurado acometido por esquizofrenia vai receber o auxílio-doença se não conseguir exercer suas atividades por mais de 15 dias consecutivos. O INSS pagará do 16° dia em diante.
Já para o contribuinte autônomo ou individual, o INSS paga todo o período de afastamento, desde o momento em que houve o pedido do auxílio-doença.
O segurado receberá aposentadoria por invalidez quando conseguir provar que a esquizofrenia tornou-se uma incapacidade irreversível e que essa pessoa não tem mais condições de conviver na sociedade como fazia anteriormente a não ser se receber ajuda de um terceiro.
Também tem que ficar comprovado que essa pessoa não consegue se recolocar no mercado de trabalho e nenhuma outra atividade. Por isso, é preciso que o médico responsável elabore um laudo bem detalhado.
Lembrando que, quanto mais pormenorizado for o laudo, mais chance terá de ser concedido o benefício por incapacidade. Além disso, será preciso passar por uma perícia médica do INSS e ter o mínimo de 12 contribuições.
Por fim, outro auxílio que pode ser solicitado é o Benefício de Prestação Continuada (BPC/LOAS) que é concedido às pessoas portadoras de transtornos mentais e de baixa renda.
Mas, esse benefício é concedido para a pessoa que pertença a um grupo familiar em que a renda atual por pessoa não ultrapasse 1/4 do salário-mínimo. Também, deve ter os dados atualizados no CadÚnico (Cadastro Único), que pertence aos programas sociais do Governo Federal.
O valor do Benefício de Prestação Continuada (BPC/LOAS) é de um salário-mínimo por mês.
Qual o valor da aposentadoria por esquizofrenia?
O cálculo do valor da aposentadoria por esquizofrenia se baseia na média salarial, que que se baseia em todos os salários de contribuição. Isso reduz a média e o benefício pago.
Assim, o segurado vai receber 60% da média se tiver 20 anos de contribuição (se homem) ou 15 anos de contribuição (se mulher). Esse percentual vai aumentando 2% por ano de contribuição até atingir 100%.
O valor da aposentadoria por esquizofrenia deve ser no mínimo de um salário mínimo (atualmente R$ 1.302).
Entenda que sempre há a chance do pedido não ser aceito. Mas não desista. Caso haja necessidade, entre com uma ação judicial e contrate um advogado especialista em Direito Previdenciário. A seguir, algumas dicas que podem ser feitas para obter o benefício.
Qualquer um dos benefícios acima podem ocorrer através do portal Meu INSS ou pela central telefônica 135.
Leia também: 3 estratégias do RH para lidar com a saúde mental do colaborador
Caso isso ocorra, você não deve desanimar. Ainda é possível recorrer na Justiça. Ajuizando uma ação, inclusive, será possível passar por uma nova perícia com um médico especialista com indicação do juiz.
Portanto, quando há a discordância das conclusões apresentadas pelo laudo do médico perito que negou a concessão ou prorrogação do benefício, ainda há a possibilidade de reverter o parecer.
Procure ajuda de um advogado especialista na área previdenciária para melhor orientação e entrar com ação judicial.
Como a nova padronização de campos exige uma ponte rápida entre escritórios contábeis, transportadoras e…
Resolução do Conselho de Recursos da Previdência Social detalha exigências específicas para cada categoria de…
Prazo de adesão ao programa da PGFN vai até 30/09. Contudo é preciso cautela com…
Proposta que unifica regras trabalhistas para jovens e pessoas com deficiência deve retornar à pauta…
Editais oferecem descontos e parcelamentos para débitos em contencioso administrativo. As adesões vão até 30…
Essa obrigação acessória busca promover a integração dos fiscos federal, estaduais e do Distrito Federal