As vendas do comércio eletrônico no Estado de São Paulo registraram alta de 11,1% no segundo trimestre de 2019 – em relação ao mesmo período de 2018 –, com um faturamento real de R$ 4,67 bilhões. Nos seis primeiros meses do ano, o avanço foi de 10,5%, de acordo com a Pesquisa Conjuntural do Comércio Eletrônico (PCCE), elaborada pela Entidade em parceria com a Ebit/Nielsen.
De acordo com a assessoria econômica da FercomercioSP, o desempenho do varejo online tem sido melhor do que o do varejo físico. Contudo, a Instituição acredita que seja necessário aprimorar a infraestrutura para que os marketplaces funcionem melhor. O controle para redução de fraudes no sistema, principalmente em relação aos meios de pagamentos, é uma das sugestões para os empresários.
No segundo trimestre de 2019, os bens duráveis seguiram na liderança do faturamento do setor, concentrando 64,3% das receitas e com um tíquete médio de R$ 605,76. O comércio de bens semiduráveis representou 20,3% das vendas, com um valor médio de R$ 197,82. Já os não duráveis tiveram uma parcela de 15,4% do faturamento, com tíquete médio de R$ 211,75. Os pedidos das vendas online atingiram 13 milhões no mesmo período. A participação das vendas no varejo paulista ficou em 2,6%, praticamente estável ante os 2,7% % do primeiro trimestre, com tíquete médio de R$ 355,15.
Os resultados revelam boas expectativas para o fechamento do ano. Em 2018, houve um avanço de 4,2% no acumulado do ano e já chegou a 10,5% no primeiro semestre.
Capital
O faturamento real do comércio eletrônico na capital avançou 14,9% no segundo trimestre na comparação com o mesmo período do ano passado, atingindo R$ 1,8 bilhões. Em relação ao trimestre anterior, a alta foi de 6,5%. O número de pedidos superou 5,4 milhões, com tíquete médio de R$ 336,21. A participação da capital no e-commerce em relação ao faturamento total do varejo foi de 3,3%. Quanto ao acumulado do ano, houve alta de 12,4%.
Nota metodológica
A Pesquisa Conjuntural do Comércio Eletrônico (PCCE) é realizada trimestralmente pela FecomercioSP a partir de informações fornecidas pela Ebit|Nielsen. Além dos dados de faturamento real, número de pedidos, tíquete médio, a pesquisa permite mensurar a participação do comércio eletrônico nas vendas totais do varejo paulista. As informações são segmentadas em 16 regiões que englobam todos os 645 municípios paulistas e abrangem todas as atividades varejistas constantes do código CNAE 2.0.
Em 2018, a PCCE passou a trazer também informações sobre as vendas de três categorias de bens de consumo: duráveis, semiduráveis e não duráveis. Entre os bens duráveis estão automóveis e veículos, Blu-ray, brinquedos, casa e decoração, CDs, colecionáveis, construção e ferramentas, discos de vinil, DVDs, eletrodomésticos, eletrônicos, fotografia, games, informática, instrumentos musicais, joias e relógios, telefonia e celulares. Os semiduráveis são compostos por itens de arte e antiguidade, artigos religiosos, bebês e cia, esporte e lazer, indústria, comércio e negócios, livros, moda e acessórios, natal, papelaria e escritório. Já entre os não duráveis estão: alimentos e bebidas, assinaturas e revistas, perfumaria e cosméticos, petshop, saúde, serviços, sexshop e tabacaria.
Sobre a FecomercioSP
A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) é a principal entidade sindical paulista dos setores de comércio e serviços. Congrega 136 sindicatos patronais e administra, no Estado, o Serviço Social do Comércio (Sesc) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac).
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