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Fim da quarentena para alguns estados

Quarentena poderá chegar ao fim, mas ainda exigirá medidas de segurança. Desde o mês de fevereiro, o país vem enfrentando uma crise de saúde pública, com a chegada do Covid-19. Trata-se de um vírus com rápida proliferação, que já gerou milhares de mortes em todo o mundo. Entre as ações de contenção mais eficaz, está a necessidade do isolamento social, na qual determina o fechamento de comércios e demais setores do mercado. Após mais de 30 dias paralisados, alguns estados começam a avaliar a possibilidade de reabertura.
De acordo com um levantamento feito pela Liderança do Governo no Congresso Nacional, cerca de 10 estados estão avaliando a possibilidade de flexibilizar a intensidade da quarentena. São eles: Goiás, Paraná, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina, Maranhão, Distrito Federal, Tocantins, Espírito Santo, Paraíba e Sergipe.
A ideia é reativar as atividades comerciais e permitir que os ambulantes e comerciantes voltem a exercerem suas atividades.
No entanto, em todos os casos será preciso de um reforço no que diz respeito aos cuidados de higiene e contato com demais pessoas.

Se essas regiões voltarem a funcionar, mesmo com o índice de proliferação ainda em desenvolvimento, especialistas da saúde pública recomendam a utilização de luvas, máscaras e reforço com álcool em gel.
De acordo com eles, trata-se de um momento em que o vírus ainda está se espalhando e por apresentar sinais sintomáticos pode não se manifestar diretamente em uns e internalizar outros. Desse modo, o contágio da doença fica mais fácil e poderá aumentar o número de casos, resultado em uma super lotação nos hospitais e demais centros de atendimento.
Até o momento, de acordo com as recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS), manter a quarentena em funcionamento é a melhor alternativa para controlar o número de mortes. No entanto, os governos alegam que segurar essa decisão poderá resultar em uma quebra econômica absurda para as regiões.
Fim da quarentena nas regiões
No Distrito Federal já foram contabilizados mais de 950 casos de Covid-19 e 25 mortes. A região teve seu primeiro quadro notificado ainda no mês de fevereiro.
Inicialmente, escolas, pontos de comercio e demais atividades foram paralisadas. Até mesmo as feiras públicas precisaram ser suspensas.
Para os próximos dias, o governo já está flexibilizando as medidas e permitindo que eventos e demandas de pequeno porte sejam retomados.
Em Pernambuco, as medidas são mais graves. O estado já somou mais de 3.298 casos, 22 deles sendo registrado como óbitos. O governador, Paulo Câmara, deu início a quarentena assim que o primeiro paciente foi notificado e desde então vem aumentando o número de fiscalização em ruas e centros de lazer.
No Recife, capital pernambucana, o centro da cidade permanece isolado. Comerciantes estão proibidos de abrir seus negócios. Feiras públicas, shoppings, salões de beleza e demais segmentos ainda seguem sem previsão de retorno.
De acordo com uma pesquisa realizada pela In Loco, empresa de geolocalização, Pernambuco está vivenciando o segundo maior isolamento do país, com 50,6%, ficando atrás apenas do Distrito Federal, que registrou 55,9%.
Ainda no Nordeste, o Ceará é o estado com o maior número de casos, foram contabilizadas mais de 189 mortes e mais de 3.910 pacientes. No entanto, suas ruas seguem com um fluxo de pessoas.
Para conter a situação, o governo determinou o fechamento de lojas e demais serviços. Porém, ainda há pessoas caminhando nas praias e demais espaços livres.
Na Paraíba, estão podendo funcionar óticas, empresas de produtos hospitalares e algumas lojas de carro, desde que se use equipamento de segurança, como máscaras e luvas. Até esse momento foram confirmados 300 casos com 33 mortes.
Em São Paulo, o governador João Doria, reforçou a fiscalização. As ruas estão contando com o monitoramento de policiais, que têm permissão para fechar lojas que estiverem abertas. As escolas particulares e públicas permanecem fechadas, não há previsão de retorno para o funcionamento de universidades e demais centros de compras.
Até o momento, a região já registrou mais de 15 mil casos, com 1.134 mortes. Trata-se do pior índice do país.
Conteúdo original FDR.
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