No último dia 8 de abril, consumidores brasileiros receberam uma boa notícia referente ao barateamento do gás de cozinha. Nesta linha, a Petrobras anunciou uma queda de R$ 0,25 por quilo, no valor em que o produto vem sendo comercializado.
Diante disso, o preço cobrado no botijão de 13kg às distribuidoras, sofreu uma redução de R$ 3,27, caindo de R$ 58,21 para R$ 54,94. Com a queda, o valor, em vigor desde o último domingo (9), deve refletir no bolso do consumidor.
Vale lembrar, que um reajuste deste cunho no produto, não ocorria há 152 dias (por volta de 5 meses). Em algumas localidades do país, o preço do botijão chegou a aumentar R$ 12 de um dia para o outro, atingindo a marca de R$ 130,00.
“Acompanhando a evolução dos preços internacionais e da taxa de câmbio, que se estabilizaram em patamar inferior para o GLP (Gás Liquefeito de Petróleo), e coerente com a sua política de preços, a Petrobras reduzirá seus preços de venda às distribuidoras. A partir de 9/4, o preço médio de venda de GLP da Petrobras para as distribuidoras passará de R$ 4,48 para R$ 4,23 por kg, equivalente a R$ 54,94 por 13kg, refletindo redução média de R$ 3,27 por 13 kg”, anunciou a Petrobras.
Conforme projeção do economista da FGV, Alberto Ajzental, o impacto no bolso do consumidor deve ser representado por uma melhora de R$ 3 a R$ 6,50, quando comparado aos preços anteriores do produto.
Por sua vez, ele explica que o alívio não é muito significativo, tampouco, ocorrerá de forma imediata. Em entrevista à CNN Brasil, o economista afirmou o seguinte sobre o assunto.
“Provavelmente os distribuidores vão esperar chegar as novas remessas num valor menor para eventualmente praticar um valor mais baixo que, no limite seria de R$ 6,50, mas dificilmente chegará a esse valor. Essa prática muitas vezes não é verificada quando o reajuste é para o alto. Quando fica mais caro a distribuidora sobe o valor no dia seguinte”, afirma o especialista.
Ademais, o professor de Economia da Unicamp, Pedro Rossi, também aponta uma redução pouco relevante ao consumidor. “A depender da distribuição local – custos de transporte, atravessadores etc. – a queda pode não ocorrer e servir apenas para aumento das margens de lucro. Isso depende da estrutura de mercado. Quanto mais competitivo menos capacidade as distribuidoras têm de aumentar a margem é mais rápido elas passam a redução para o preço”.
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