Fonte: Google
A governança das organizações tem passado por transformações e novos critérios vão sendo definidos no ambiente de negócios. Os fatores ESG, por exemplo, têm despertado cada vez mais o interesse das empresas.
A sigla reúne a preocupação com as áreas Ambiental (Environmental), Social e Governança (Governance).
Em um contexto em que a justiça, a igualdade social e a responsabilidade com o meio ambiente devem fazer parte da governança empresarial, tais critérios são valorizados por investidores e executivos de todo o mundo.
Poderíamos dizer, em outras palavras, que estamos em um novo movimento que engloba métricas de governança de impacto ambiental e social.
Hoje, companhias que adotam os fatores ESG sinalizam transparência, mais solidez nos negócios e planejamento em longo prazo, e demonstram a preocupação em reduzir os riscos de danos socioambientais.
Ainda vai além, pois elas deixam claro ao mercado que existe uma antecipação dos passos a serem seguidos.
O fato é que determinados comportamentos, antes aceitos, já não serão mais: precisamos ter mais atenção em relação a um futuro sustentável.
O ano que passou trouxe algumas lições não só na nossa forma de viver e fazer negócios, mas também provocou mais empatia com o próximo e com o planeta.
Uma “janela” de necessidades foi aberta, e com isso surgem novas perspectivas e oportunidades no segmento ambiental, social e de governança.
Outro ponto é que nunca tínhamos nos deparado com uma crise hídrica tão intensa – o que evidenciou a necessidade de otimizar a utilização dos recursos e mudar o nosso modelo de geração de valor.
Um lamentável fato precisa ser pensado para que juntos possamos traçar alguma solução: estamos caminhando para uma crise mundial da água!
O início de 2021 acendeu a nossa esperança com a vacina contra a covid-19. Junto com isso, temos a expectativa de um aumento positivo de demandas em todos os segmentos. Contudo, as nossas cidades e empresas deverão estar alertas e preocupadas em reduzir o impacto negativo.
E como isso pode ser feito? Elas devem colocar em prática as três letras que se tornaram critérios extremamente valorizados por investidores e executivos do mundo todo: ESG. As ações ESG deverão ser ainda mais presentes no nosso dia a dia.
Além disso, negócios além do lucro fazem parte deste novo mundo: uma nova economia. Ela nos aproximará de clientes mais jovens, que observam e enxergam investimentos com propósito, valor e que causam impactos positivos.
Essa é a grande tendência, criar uma nova rota, estabelecer um ciclo virtuoso e focar no longo prazo.
Os segmentos tradicionais voltarão a produzir, mas teremos incrementos fortes, positivos e já sinalizados em negócios que tragam benefícios aos seus colaboradores, busquem aplicar a economia circular, desenvolvam a bioeconomia, ampliem seus negócios para uma sociedade inteligente, tenham a cultura organizacional dentro do seu “core business” e que desenvolvam seu território de forma sustentável, inclusive olhando para o espaço urbano, que é nosso!
Por Cris Baluta é conselheira da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha (AHK Paraná) e coordenadora do Grupo de Intercâmbio de Experiências em Meio Ambiente, Social e Governança (GIEMA+SG).
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