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Governo desiste de criar parcelas extras do seguro-desemprego

Tudo parecia que ia acontecer, após acordo entre os representantes do governo no Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat), a votação para concessão de duas parcelas extras do seguro-desemprego para quem for demitido sem justa causa foi adiada. O tema voltará a ser debatido pelo conselho daqui a 15 dias.

Hoje, o trabalhador recebe entre três e cinco parcelas do seguro-desemprego, dependendo do tempo trabalhado e de quantas vezes foi solicitado.
Caso a medida seja aprovada pelo Codefat, quem for demitido sem justa causa terá cinco parcelas a sete parcelas do benefício. Sendo assim, a medida ajudará 6 milhões de pessoas e terá um impacto de 16,1 bilhões no cofres públicos.
A proposta foi apresentada através dos conselheiros que representam os trabalhadores no Codefat. Para a proposta ser aprovada, precisará de 10 votos a favor.
Os representantes dos trabalhadores têm seis votos no Conselho, já os representantes patronais outros seis e os que foram indicados pelo governo mais seis votos.
Edição por Jorge Roberto Wrigt Cunha – jornalista do Jornal Contábil
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