Guerra entre Rússia e Ucrânia impacta economia e vida de imigrantes

[vc_row][vc_column][vc_column_text]A confirmação de Guerra entre a Rússia e Ucrânia nesta quinta-feira (24) abalou o mundo. A tensão militar já vinha acontecendo faz 4 meses – desde que a Rússia começou a deslocar tanques para a fronteira entre os dois países. Alemanha e Estados Unidos já haviam cancelado compra de gás russo e o presidente norte-americano, Joe Biden, também havia se pronunciado sobre sanções comerciais caso a Rússia não recuasse.

No Brasil, o impacto sobre a gasolina deve ser sentido em breve – já que o preço do barril do petróleo ultrapassou os U$ 100 pela primeira vez em 7 anos. A Rússia também é a principal exportadora de componentes para produção de fertilizantes nacionais e um importante produtor de trigo.

Vale lembrar que a Rússia é um dos principais compradores de soja, carne de frango e café do Brasil – e o volume de recursos em operações chegou a U$ 1.5 bilhão em 2021.

A Ucrânia, um dos principais produtores de milho do mundo, já diminuiu as exportações, afetando o mercado e encarecendo o óleo de cozinha. A situação poderia até beneficiar o Brasil, que também é um grande produtor – no entanto, a safra brasileira foi prejudicada pelo mau tempo.

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O mercado financeiro também sentiu a crise internacional. Ações despencaram e o volume de investimentos em empresas brasileiras caiu. Sem investimentos a economia não cresce, o que pode gerar desemprego.

Imigrantes do Brasil

Imigrantes brasileiros já solicitaram apoio à embaixada em Kiev para saírem da Ucrânia. O fornecimento de combustível por lá é precário e aeroportos e fronteiras estão fechados.

O Itamaraty divulgou nota em que afirma que “o Governo brasileiro acompanha com grave preocupação a deflagração de operações militares pela Federação da Rússia contra alvos no território da Ucrânia. O Brasil apela à suspensão imediata das hostilidades e ao início de negociações conducentes a uma solução diplomática para a questão, com base nos Acordos de Minsk e que leve em conta os legítimos interesses de segurança de todas as partes envolvidas e a proteção da população civil. Como membro do Conselho de Segurança das Nações Unidas, o Brasil permanece engajado nas discussões multilaterais com vistas a uma solução pacífica, em linha com a tradição diplomática brasileira e na defesa de soluções orientadas pela Carta das Nações Unidas e pelo direito internacional, sobretudo os princípios da não intervenção, da soberania e integridade territorial dos Estados e da solução pacífica das controvérsias.”

Já o vice-presidente, Hamilton Mourão, disse que “o Brasil não está neutro. O Brasil deixou muito claro que ele respeita a soberania da Ucrânia. Então, o Brasil não concorda com uma invasão do território ucraniano. Isso é uma realidade”, disse Mourão. O presidente Jair Bolsonaro não se posicionou.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]

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