Connect with us

Chamadas

IFRS 16: Balanço Patrimonial será impactado em 2019

Autor: Ricardo de Freitas

Publicado em

As normas internacionais de contabilidade passam constantemente por adaptações, a fim de garantir maior clareza e transparência nos demonstrativos contábeis e financeiros das empresas para os seus acionistas. Sendo assim, a partir de 01 de janeiro de 2019, entrará em vigor a nova norma IFRS 16, sobre arrendamento mercantil (contratos de locações), em substituição à norma IAS 17, obrigatória para todos os países que seguem o padrão de normas internacionais de contabilidade, o qual o Brasil está incluso.

Com o objetivo de tornar mais transparentes os ativos e passivos das empresas, além de melhorar a comparabilidade e a divulgação das atividades de arrendamento das empresas, a norma IFRS 16 altera o padrão de reconhecimento contábil das operações de arrendamento e locações, e sua consequente representação nas demonstrações financeiras. O IASB, organização que publica e atualiza as IFRSs (Normas Internacionais de Contabilidade) uniformizou e simplificou o processo de definição e aplicação da contabilidade de arrendamento, eliminando o conceito que separa arrendamentos financeiros e operacionais, apresentando um único modelo de contabilidade para o arrendatário. Assim, torna-se obrigatório o arrendatário reconhecer um ativo de direito de uso e um passivo de arrendamento no balanço, e, como consequência, deverá reconhecer também seus usufrutos, juros, depreciação, despesas financeiras e operacionais.

Principais impactos

Embora a alteração não resulte em benefícios ou exposição a riscos econômicos, o novo modelo de contabilização mudará as principais métricas financeiras e indicadores de desempenho apontadas no balanço patrimonial do locatário. Desta forma, caberá aos analistas a interpretação e ponderação a partir dos novos parâmetros. Enquanto se configuram mais ricas em ativos, com a segregação em despesas operacionais e financeiras, e o consequente aumento da rentabilidade de EBIT/EBITDA, as empresas com arrendamentos operacionais também parecerão mais endividadas. Isso se deve ao aumento nos índices de alavancagem, refletindo uma dívida adicional no balanço em decorrência do passivo de arrendamento.

⚠️ ACESSO EXCLUSIVO
Você está perdendo conteúdos exclusivos
Acesso sem anúncios + conteúdos especiais e privados.
R$4,90
Teste por 30 dias • depois R$9,90/mês
LIBERAR MEU ACESSO AGORA
✔ Cancelamento fácil • Sem compromisso

As mudanças em termos de contabilidade para o locador não são expressivas, no qual permanecem os contratos classificados como financeiro e operacional. Já, para o locatário, as mudanças na contabilidade são substanciais, mas não estão limitadas apenas ao balanço patrimonial. Além dos relatórios financeiros, a IFRS 16 também gera impactos no rating de crédito, na contabilização dos efeitos tributários, covenants e processos de aprovação de despesas.

Conforme Cristiano Ribeiro, sócio da empresa Martinelli Auditores, “além dos impactos sobre demonstrações financeiras e indicadores de desempenho e contratuais, haverá também um impacto sobre a rotina operacional, pois mensalmente serão agregados novos contratos, rescisões, prorrogações, reajustes, depreciação, etc., o que demandará atualização dos cálculos e também controle dos efeitos tributários de todos estes eventos. Considerando a pressão para a apuração de resultados será indispensável o uso de ferramenta robusta para evitar erros e atrasos nos fechamentos mensais”.

Por isso, é importante avaliar o impacto da norma não pontualmente para os registros contábeis, mas também para todos os processos que envolvem a adaptação, no controle financeiro e operacional, a renegociação de contratos, a comunicação com bancos e acionistas, (devido às dívidas atreladas) e também adaptações aos sistemas de TI.

Para Rogério Marino, sócio especialista da Adviser Auditores, empresa representante da DFK International no Brasil, o entendimento das características da carteira de locações e a configuração dos novos processos e controles não pode ser um obstáculo para adequação às normas. Existem especialistas e sistemas que auxiliam na transição e nesta adequação, e ferramentas já estão disponíveis no mercado para auxiliar e otimizar os novos processos, visto a magnitude do impacto da norma para setores como varejo, franquias, agronegócio e empresas aéreas, que poderão sofrer mais com as mudanças, devido ao perfil arrendatário destes segmentos.

A Gesplan S/A, por exemplo, empresa de soluções em tecnologia para tesouraria e planejamento econômico-financeiro, preparou-se para os impactos desta mudança e complementou seu sistema de Gestão de Tesouraria desenvolvendo uma solução para as empresas se adaptarem à nova norma. “Ferramentas como o WFN Lease estão disponíveis para apoiar e automatizar a gestão dos contratos de locação na adequação às normas internas e compliance. O controle patrimonial, com um volume de contratos, cálculos e reajustes exigidos, agora tem suporte tecnológico validado por big four, também garantindo maior controle e otimizando o tempo dos analistas”, diz José Sérgio Gesser, presidente da Gesplan S/A.

Com a nova norma de contabilização, o controle patrimonial irá deparar-se com uma adaptação necessária que, a partir da identificação dos contratos de arrendamento no balanço, mensuração dos impactos e respaldo tecnológico adequado, os resultados são benéficos para a transparência nas relações econômicas das companhias e o relacionamento com seus respectivos investidores e stakeholders, trazendo maior solidez ao sistema financeiro nacional.

Website: https://www.gesplan.com.br

Mais lidas