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A incompreensível ausência da transparência contábil
Diante dos fatos que a mídia nos informa, e em face da existência da economia globalizada, motivada pela adequação internacional da contabilidade, buscando maior clarividência das ações das empresas de qualquer forma e tamanho, nos faz refletir o quadro dos profissionais que alimenta as Demonstrações Contábeis e Financeiras, quais, sejam Gestores e Profissionais de Contabilidade, que indubitavelmente precisam de maior capacitação e qualificação em seu labor.
Sabemos que diversas ações fúteis e débeis ainda norteiam determinados profissionais que deveriam saber que a verdade um dia se apresentará e cobrará o seu devido preço, e isso independe de sua vontade, mas há ainda aqueles que não entendem talvez por sua limitação que lhe venda o óbvio.
O sistema existente tem informações que alimento o sujeito ativo, por outro lado, o sujeito passivo, procura de diversas formas, manter-se inatingível, mas sabe que um dia seus indébitos serão identificados e cobrados.
Diante desse momento de ações inconsciente, o equilíbrio se acentua quando visualizamos os seguimentos opostos, um busca a verdade, e o outro procura inibi-la, e o RISCO se revela, pois é somente uma questão de tempo.
O que me intriga, é que mesmo sabendo que um dia será desnudo, seu exercício ainda alimenta certo número de seres carbonos.
Como lamento, não terem lido Dostoiévski, o que podemos deduzir que somos vítimas de nossa própria inépcia, negligência e imperícia.
“Dizia Dimitri Merejkovski: “Ao lermos Dostoiévski deparamo-nos com nossos próprios pensamentos ocultos que não confessaríamos nem a um amigo e nem a nós mesmos”, porque eles contêm uma arrepiante revelação: a revelação das profundezas da consciência, os mistérios do subconsciente.
Nietzsche jamais ocultou o quanto bebeu em Dostoiévski chamando-o de “meu mestre, com seu profundo e criminoso rosto de santo”, cujos medos consistiam em “um receio profundo e místico, que obriga ao silêncio; começa diante da grandeza religiosa dos amaldiçoados, do gênio como doença e da doença como gênio, do tipo atormentado e possesso, no qual o santo e o criminoso são um só”. Freud, por seu lado, carregava consigo todas as obras da maturidade do escritor e a cada página colava suas observações. A seu amigo Stefan Zweig ele confessou jamais passar sem ler Dostoiévski pelo menos um dia por semana.”
A qualidade do resultado do profissional depende da Instituição Educacional Superior que o formou, e que por outro lado depende dos professores que contribuíram para sua formação, mas, somente aqueles que fizeram o diferencial em sua docência, os demais são somente estatísticas.
Espero que entendam que a sociedade precisa de uma performance globalizada do profissional de contabilidade, e não somente o Ministério Público e a Polícia Federal, ou mesmo empresas que estão em RISCO incontestável diante do quadro atual.
Autor: Elenito Elias da Costa.
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