Eliseu Martins, renomado contador, fecha acordo de R$ 2,5 milhões com o Itaú para encerrar acusação de fraude
O Itaú Unibanco intensificou suas ações judiciais contra o ex-diretor financeiro Alexsandro Broedel Lopes e o renomado contador Eliseu Martins, buscando a restituição de R$ 6,64 milhões. A nova acusação alega que o banco efetuou pagamentos por pareceres jurídicos que nunca foram entregues, com um pedido de restituição imediata de R$ 1,6 milhão.
O foco principal da nova ação recai sobre Eliseu Martins e sua empresa, Care Consultores, que teriam recebido pagamentos indevidos. O banco alega que Broedel, que deixou o Itaú em julho de 2024 para assumir um cargo no Banco Santander na Espanha, agiu em “grave conflito de interesses e em benefício próprio” ao facilitar esses pagamentos.
Esta nova ação se soma a outras já movidas pelo Itaú contra Broedel, elevando o valor total da disputa para quase R$ 10 milhões. Em janeiro, o banco requisitou R$ 3,35 milhões, acusando o ex-diretor de desvio de poder e gestão abusiva.
| Ação Judicial | Valor Solicitado (R$) | Alegação Principal |
|---|---|---|
| Primeira Ação (Janeiro 2024) | 3,35 milhões | Desvio de poder e gestão abusiva |
| Segunda Ação (Março 2024) | 6,64 milhões | Pagamentos por pareceres não entregues |
| Pedido de Restituição Imediata | 1,6 milhão | Parte dos pagamentos por pareceres não entregues |
O Itaú alega que Broedel mantinha uma relação próxima com Eliseu Martins, considerado um dos maiores contadores do país e ex-diretor do Banco Central. Segundo o banco, Broedel era sócio de Martins e se beneficiava de parte dos pagamentos feitos pela instituição financeira.
Eliseu Martins é um dos contadores mais renomados do Brasil, com uma carreira extensa e notável. Ele foi diretor do Banco Central e tem décadas de experiência prestando serviços contábeis para o Itaú. Além disso, é reconhecido por sua atuação acadêmica e profissional, com influência significativa na área de contabilidade no país.
Tanto Broedel quanto Martins negam as acusações. Broedel classificou as alegações como “infundadas e sem sentido”, enquanto Martins afirmou que o Itaú interpretou mal a situação, explicando que alguns serviços foram pagos antecipadamente e que ele estava disposto a reembolsar o banco.
Além das ações civis, Broedel também é alvo de investigações criminais por suposta apropriação indébita de fundos. O Itaú obteve uma liminar para bloquear a venda de um imóvel do ex-diretor, avaliado em R$ 10 milhões.
A complexidade do caso e os altos valores envolvidos indicam um longo caminho para a resolução dessa disputa judicial.
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